Jornal dos Desportos

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Girabola

Estudantes pontuam em casa

Julio Gaiano, no Lobito, em Benguela - 08 de Abril, 2019

A vitria da Acadmica comeou a ser construda no minuto 40, quando Guelor sofreu falta na rea das grandes penalidades

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

A Académica do Lobito voltou ontem aos bons resultados e o público lobitanga vibrou, cantando e dançando desde o princípio ao fim no estádio do Buraco, na vitória esclarecedora diante do Desportivo da Huila, por 2-0, para 23ª jornada do GirabolaZap2018/19. O atacante Guelor esteve em evidência, apesar dos sucessivos falhanços.

 Depois de muito tempo sem ganhar, isto é, desde a 11ª jornada, quando ganhou ao Cuando Cubango FC, por 2 a 1, finalmente, a Académica do Lobito despertou. E quis o destino que a vítima fosse o Desportivo da Huila, um adversário que pouco fez para travar o ímpeto ofensivo dos estudantes que, diga-se de passagem, estiveram bem e melhor que nas vezes passadas. Desta vez, estiveram mais soltos e apresentaram um futebol cheio de alegria, confundindo por completo o adversário. 

Acabou-se, assim, a malapata que os atormentava ao longo das últimas 12 jornadas. A alegria e a felicidade voltaram a fazer morada entre os lobitangas, que festejaram à brava o feito conseguido na tarde de domingo, numa partida testemunhada por número considerável de apoiantes, que encheram as bancadas do estádio do Buraco. No morro circundante ao estádio, a festa continuou até noite adentro.

A vitória da Académica começou a ser construída no minuto 40, quando Guelor, em dia sim, sofreu a falta na área das grandes penalidades; derrube de Tchiwe. Márcio Luvambo, chamado a executar, fê-lo da melhor maneira, espevitando o público ao delírio. Afinal, foi um golo que há muito já não se via no Buraco. A era dos "ai!"; "ai!"; "ai!", deram lugar ao " wah! golooo". O público soltou a voz e pulou de alegria. Abraços e choros se cruzaram, naquele momento de euforia autêntica.

O Desportivo da Huila ainda tentou ripostar ao golo sofrido. Subiu as linhas e, sem sucesso, tentou remeter o seu oponente ao último reduto, porém, foi sol de pouca dura, pois, do outro lado estava uma Académica que entrou determinada a não ceder. Depressa, sacudiu a pressão e tomou conta da situação e, por intermédio de Guelor, acabou por ampliar o resultado, já no minuto 84, ante a aflição dos militares da Região Sul, que pagaram pela falta de humildade. Ou seja, entraram vaidosos e, como senão bastasse, deixaram o adversário jogar ao seu bel-prazer.

Quando deram por ele, o jogo estava irremediavelmente perdido. Bem feito! A actuação da equipa da arbitragem, liderada por João Goma assistido por José Félix e Dário Gaspar, foi positiva. Não complicou e mais do que isso, deixou as equipas jogarem, tendo por isso passado despercebido, durante logo período do jogo, pelo que mereceu, da nossa parte, distinção positiva.

OPINIÃO
Chiby queria mais...golos

O técnico da Académica do Lobito, António Lopes "Chiby” disse no final do encontro que " a equipa entrou bem no jogo, ganhámos, por dois, como podíamos ganho por mais, não fosse a falta de calma na hora da finalização. Ainda assim, valeu, pela exibição e pelos golos que ditaram a vitória da nossa equipa".  Sobre o Desportivo apreciou que " o adversário foi uma digna vencida e, a pesar de não ter marcado um golo, soube valorizar a nossa vitória. Por isso, estamos de parabéns pelo triunfo".

MELHOR EM CAMPO
Guelor foi bestial
O atacante Guelor foi o homem do jogo. Antes odiado pelos adeptos, ontem foi o que mais brilhou e devolveu, por isso, a alegria aos milhares de apoiantes que se deslocaram ao estádio do Buraco para verem a sua equipa jogar. Foi dos seus pés que nasceram os golos com que os lobitangas vibraram. No primeiro golo, o número 11 dos estudantes sofreu carga do defesa contrário na área das grandes penalidades, já no segundo, foi o próprio que atirou a contar. Foi, na verdade, um grande jogador.