Jornal dos Desportos

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Girabola

Estudantes revelam fragilidade

JLIO GAIANO, em Benguela - 09 de Julho, 2018

Faltou na equipa treinada pelo professor Rui Garcia a acutilncia e engodo necessrios para vencer a partida

Fotografia: Dombele Bernardo |Edies Novembro

A Académica do Lobito começa a perder fôlego e \"roça\" pela mediocridade do seu futebol. Há muito que os seus dianteiros têm-se revelado perdulários, provocando desgastes no seio do colectivo que, apesar de jogar bem, desaprendeu ganhar jogos. Se não perde, empata. Pior do que isso, está a revelar-se cansada.
No desafio disputado ontem  (0-0) no estádio do Buraco, frente ao Desportivo da Huíla a contar para a 22ª jornada do GirabolaZap2018, deu para perceber que algo vai mal no seio dos estudantes lobitangas.
Faltou na equipa treinada pelo professor Rui Garcia a acutilância e engodo necessários para vencer a partida que até esteve a seu alcance.
O adversário entrou trémula e, depressa, partiu para jogo violento.
Uma táctica \"bem\" ensaiada pelos comandados de Mário Soares que, no fim, festejaram o empate conseguido diante de uma equipa que não soube tirar proveito do factor casa.
Os estudantes estiveram muito mal nas transições de defesa ao ataque, passando por uma intermédia disfuncional. Uma acção mal aproveitada pelos militares da Região Sul que, nada mais fizeram, senão jogar para não perder.
Foram permissíveis em demasia. Aliás, tiveram a sorte de jogar contra um adversário que, também, não sabia o que queria em campo. Jogou mal e por pouco não perdeu, porque, no minuto 90, o jovem guarda-redes Ndulu negou o golo a Leonel.
Foi uma defesa espectacular que arrancou fortes aplausos do público que apareceu em número considerável para assistir a um pobre espectáculo protagonizado pelas duas formações que lutam pela manutenção no Girabola ZAP.
Nos últimos dez minutos da contenda, deu para ver alguma entrega e qualidade de jogo, fruto das substituições operadas pelos técnicos que deram outra vitalidade na contenda.
Os jogadores de ambas as equipas corriam mais e chutavam com alguma insistência para a baliza contrária, porém sem discernimentos necessários. Ou seja, atiravam às cegas, numa clara alusão de que acordaram não visar a baliza contrária. Pelo menos, foi o que deu para depreender, excepção feita a Leonel, o mais inconformado dos demais. Só não marcou, porque do outro lado esteve o guarda-redes Ndulu que, atento ao lance, defendeu o chute enquadrado à sua baliza.
A actuação do trio de árbitros luandense liderado por António Caxala, assistido tecnicamente por Júlio Lemos e Joaquim Rocha realizou um bom trabalho.
Esteve à altura das encomendas, facto corroborado pelos técnicos que, diante dos factos evidenciados, nada mais fizeram senão renderem-se ao trabalho por si produzido. Em suma, mereceu da nossa parte distinção positiva.