Jornal dos Desportos

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Girabola

Excessivo respeito penaliza Desportivo

BENIGNO NARCISO - LUBANGO - 03 de Maio, 2018

Mrio Soares louvou a prestao da equipa e referiu que o Desportivo imps toda a fora

Fotografia: Jornal dos Desportos

O técnico do Desportivo da Huíla, Mário Soares, considerou ontem no Lubango, o excessivo respeito revelado em relação ao Petro de Luanda, como a causa que penalizou a  equipa no empate nulo a contar para a 13ª jornada  que se disputou no Estádio do Ferroviário, no Lubango.
“Respeitamos em demasia o Petro, podíamos obrigar o adversário a errar mais, porque quando assim o fizemos, vimos as dificuldades que tiveram para parar o nosso jogo de forma pensada. A nossa exibição merecia uma vitória”, defendeu.
Mário Soares louvou a prestação da equipa e referiu que o Desportivo impôs toda a força e capacidade do seu futebol diante de um adversário superior, crónico candidato ao título e com histórico ao nível do futebol nacional, por isso favorito.
“Fechámos todos os caminhos que davam à nossa baliza e saímos com critério, em transições rápidas quando possível. Quando assim não fosse, saíamos com a posse da bola e se formos a ver as estatísticas, no primeiro tempo tivemos mais volume de jogo, mais posse de bola em termos percentuais em relação ao adversário que é candidato ao título e contrariamos ao máximo todo o favoritismo do Petro”, avaliou.
Indicou não ser fácil disputar um jogo de igual e com momentos de superioridade sobre o Petro. Justificou que a prestação do conjunto huilano deveu-se muito a um estudo minucioso sobre o adversário. Essa avaliação permitiu identificar as fragilidades do oponente, definir onde e como superiorizar-se, e obrigar o adversário a cometer erros.
“Não são todos os dias que se joga de igual para igual e com momentos  de superioridade contra o Petro. Primeiro, tivemos de estudar o adversário. Foi o que fizemos. Estudámos, minuciosamente, o adversário e identificamos onde devíamos contrariar e obrigá-los a errar e vimos um caminho de que podíamos jogar com uma pressão média alta, abertos, com boas transições e creio que não faltou muito para termos um excelente resultado”, disse.
Os indicativos dados pela equipa, pelo sector atacante, deixaram o técnico da formação afecta à Região Militar Sul satisfeito, o que abre, na perspectiva de Mário Soares, a convicção de que as melhorias desejadas chegam a seu tempo. Para o efeito, reafirmou a aposta no trabalho.
“Estávamos a jogar com o Petro de Luanda. Mesmo assim, criámos situações de golo claro. Estamos a trabalhar, mas o que me satisfaz é que a equipa cria situações de golo e a garotada começa a concentrar-se no último toque, por isso, os golos vão aparecer”, frisou.