Jornal dos Desportos

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Girabola

Fabrcio vive carreira de sonho

PAULO CACULO - 21 de Novembro, 2015

Defesa do Interclube eda Seleco Nacional pode ficar mais uma poca

Fotografia: Kindala Manuel

O jovem defesa vive uma excelente fase que pode reforçar a sua permanência no clube da Polícia, por mais anos, ou motivar a cobiça de clubes rivais.

Depois da brilhante época protagonizada este ano, onde voltou a ser uma das principais referências dos polícias na estratégia defensiva, o central surge nos últimos meses com grande visibilidade nos convocados da Selecção Nacional, facto que tem contribuído para projectar a sua carreira.

O jogador sempre defendeu como principio a máxima de que deve continuar a exibir-se ao seu mais alto nível, razão pela qual nunca baixou os braços à luta, mesmo em situações de clara quebra de forma. Para a sua satisfação, a época de 2015 correu-lhe de feição, facto confirmado com o número de vezes que esteve nos titulares do técnico Veselin Vesko.

Um dos grandes desejos de Fabrício, por inúmeras vezes confessado ao Jornal dos Desportos, foi garantir permanentemente o seu espaço na Selecção Nacional.  O central pode ter conseguido, já que esteve nas últimas convocatórias de Romeu Filemon, para as eliminatórias do CHAN 2016 e Mundial da Rússia em 2018.

Nas eliminatórias de apuramento ao torneio africano reservado aos jogadores que evoluem nas competições domésticas, o defesa do Interclube acabou por ter também papel fundamental, na medida em que foi uma das opções utilizadas e muito referenciadas na manobra defensiva dos Palancas Negras.

Fabrício é dos jogadores mais experientes da equipa da Polícia e vive a sua oitava época consecutiva no Rocha Pinto, onde sagrou-se campeão nacional em 2010, na altura, sob orientação do treinador português Álvaro Magalhães.  O jogador pode ver o vínculo contratual com a direcção de Alves Simões prolongado por mais uma ou duas épocas.                          


MEMÓRIA

Central integra  grupo histórico


Fabrício integra o restrito grupo de jogadores do Interclube que em 2011 protagonizou a histórica presença na meia-final da Taça da Confederação. O jogador na altura já atravessava uma boa fase na carreira,  assumiu a missão de capitão e principal "líder" daquela equipa.
 
À semelhança do técnico António Caldas, não vai esquecer tão cedo a forma como perderam a soberana oportunidade de conquistar o título da edição 2011 da Taça da Confederação. A derrota sofrida “in-extremis” no jogo das meias-finais, frente ao Magreb Fés, em Marrocos, continua atravessada na garganta dos polícias.

Numa recente entrevista ao nosso jornal, Fabrício chegou a acreditar que podia ser campeão da Taça da Confederação, sobretudo quando a equipa carimbou o apuramento para as meias-finais.

“Senti que o MAS era uma equipa que estava perfeitamente ao nosso alcance. Pude sentir que tínhamos futebol para alcançar a final e vencer a competição.  A nossa principal ambição era conquistar a taça, mas infelizmente sofremos um golo nos minutos finais", disse na altura, o “camisola 4” do Interclube.