Jornal dos Desportos

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Girabola

FAF manda investigar \"casos\"

Betumeliano Ferr?o - 15 de Agosto, 2017

Denncia do JGM contra o rbitro Osvaldo Flix dos assuntos a serem tratados pela Investigao Criminal

Fotografia: M.Machangongo|Edies Novembro

A Federação Angolana de Futebol (FAF) vai encaminhar para o Serviço de Investigação Criminal (SIC) vários dos casos mais badalados que estão a pôr em cheque a verdade desportiva no Girabola Zap, revelou ao Jornal dos Desportos uma fonte do órgão federativo.
Sem receio de pôr o dedo na ferida, a fonte argumentou que a FAF tem de imitar os bons exemplos dos países que aceitaram o desafio de irem atrás das denúncias de corrupção no seu futebol.

"Este tipo de questões, agora, são motivos de grande preocupação em todo o mundo. A nossa intenção também é a de banir este tipo de práticas no nosso futebol", justificou. O Jornal dos Desportos apurou, que nos últimos dias está a desenvolver uma nova tendência no Girabola Zap, pois vários  clubes decidem por si mesmos enviar supostas provas de corrupção à FAF.

"É por causa deste tipo de coisas que estão a acontecer que decidimos recorrer aos préstimos do SIC, porque há coisas que vão para além da nossa esfera.Então nada melhor que pedir ajuda aos especialistas", argumentou a fonte. Em princípio, um dos casos que vai ser encaminhado ao SIC foi despoletado na primeira volta pela direcção do JGM.  Huambo que jogaria em casa e o seu presidente "remeteu uma denúncia por SMS", que acabou por motivar a substituição da equipa de arbitragem que já estava na província, chefiada pelo árbitro Osvaldo Félix.

A FAF decidiu abrir um precedente, deu ouvidos à denúncia do JGM e enviou uma nova equipa de arbitragem ao Huambo, mas abriu de imediato um inquérito para apurar se era verdade que os juízes queriam pedir algo em troca, para favorecer a formação do Huambo.
"O árbitro (Osvaldo Félix) foi ouvido pelo Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola (CCAFA) e pelo Conselho de Disciplina (da FAF), sem que ficasse nada provado contra si, mas chamou-nos a atenção o facto de que o suposto SMS do árbitro foi enviado a partir de um número estranho, ninguém sabe de quem é o número", realçou.

“A Federação angolana tomou boa nota das várias denúncias feitas, sobretudo, quando os treinadores falam na zona de entrevistas e decidiu de maneira figurada puxar a corda para chegar à verdade, já que nem sempre os acusadores quando chamados a prestar depoimento no Conselho de Disciplina conseguem apresentar provas”, esclareceu a mesma fonte.