Jornal dos Desportos

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Girabola

FC de Cabinda quer apoios para regressar ao Girabola

17 de Junho, 2015

Dirigente da equipa cabindesse acrescentou para alm do apoio do empresariado a comparticipao financeira do governo provincial positiva para garantir subida

Fotografia: Antnio Soares

O técnico do FC de Cabinda, Carlos Domingos Hossi “Duve”, apelou nessa cidade a todos os empresários e pessoas de boa fé, para apoiarem material e financeiramente a formação azul e branca, que vai representar a província a partir de Julho no zonal de apuramento ao Girabola de 2016.

Domingos Hossi disse ao Jornal dos Desportos, que o zonal de apuramento é uma competição difícil onde participam equipas fortes e com condições técnicas e administrativas saudáveis, para suportar o campeonato sem sobressaltos, por isso, referiu a necessidade de todos os empresários em patrocinar o FCC para concretizar o objectivo de ascender à primeira divisão.

“Peço aos empresários e todas as pessoas de boa fé para esquecerem as cores das camisolas dos clubes a que pertençam,  procurem de coração aberto a apoiar o FCC com o que tiverem, como está a acontecer com o Sporting de Cabinda, que é a única equipa da província no Girabola, para podermos ter sucesso durante a nossa participação no zonal de apuramento. Seria benéfico se todos os empresários ajudassem este clube para termos duas equipas no Girabola”, referiu.

Carlos Domingos Hossi frisou que a formação que orienta é uma agremiação que atravessa dificuldades financeiras, como qualquer outra equipa local ou do país, que necessita de ajuda de pessoas de “coração aberto” para ter uma actuação excelente na segunda divisão. O dirigente acrescentou, que para além do apoio do empresariado local, a comparticipação financeira do governo provincial é positiva para aliviar os custos de deslocação da equipa para outras paragens do país.

 “O secretário provincial da Juventude e Desportos aconselhou as equipas locais, durante o campeonato provincial, a cobrarem bilhetes na realização dos jogos, para arrecadarem receitas, mas a verdade é que essa cultura ainda está longe da mente dos angolanos. Durante o campeonato provincial, as equipas venderam os bilhetes para obterem rendimentos financeiros, mas alguns sócios, adeptos e outras pessoas não aceitavam pagar o bilhete para assistirem o jogo”, disse.

No zonal de apuramento, esclareceu que " vai acontecer o mesmo. Por isso, o governo deve comparticipar para a equipa ter um desempenho salutar na IIª Divisão, porque sem apoio do Estado, dificilmente, teremos êxitos”. O dirigente disse, que a descontinuidade geográfica, que separa a província de Cabinda  do resto do país, tem prejudicado muito as equipas locais nas despesas financeiras, principalmente, com as deslocações de Cabinda/Luanda/Cabinda.

 “As equipas do resto do país podem deslocar-se por via terrestre para jogar numa outra província, mas as equipas locais só podem movimentar-se por via aérea, por isso, pedimos ao governo para criar politicas de subvenção dos bilhetes de passagem para facilitar os clubes locais a deslocarem-se facilmente para outros pontos do país”, ressaltou.