Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

FC Maquis defronta CR Cala

Betumeleano Ferr?o - 11 de Março, 2017

Tcnico volta ao estdio onde teve boas recordaes em 2016

Fotografia: Jos Soares

O regresso do técnico Alberto Cardeau ao Luena, para orientar o Clube Recreativo da Caála na visita ao FC Bravos do Maquis, equipa que sob o seu comando venceu a Taça de Angola em 2015, é um ingrediente extra para o jogo desta tarde, 15h00, no Estádio Mundunduleno. A presença do treinador no banco é capaz de dividir os sentimentos dos adeptos locais, todavia, os contendores   não se deixam influenciar na luta pela conquista dos três pontos.

Os maquisardes costumam tirar bom proveito do factor casa,  a forma como foram surpreendidos na semana atrás pelo Kabuscorp do Palanca, pode servir de motivação à formação adversária.

Os caálenses estão intermitentes fora de portas, ainda assim, os atletas querem dar alegria ao seu treinador, no regresso a uma casa em que foi muito feliz.

As duas equipas aparentam ter a mesma qualidade, mas a maneira como cada uma encarar o jogo, pode fazer a diferença. A capacidade mental dos atletas pode desequilibrar e sobrepor-se à estratégia traçada pelos treinadores para vencer.

O campeonato mal começou, as duas equipas percebem a importância de somar pontos, nas jornadas inaugurais. Os dois contendores demonstram  pouca apetência na marcação de golos,  o que se pretende nesta fase é  alcançar bons resultados, para ganhar motivação e confiança nas jornadas subsequentes do Girabola ZAP.As duas equipas obtiveram  resultados diferentes, na jornada passada. O Maquis empatou fora com o JGM, enquanto o Caála venceu em casa ao Desportivo da Huíla,  esta tarde a história é outra.

Nada faz crer que os maquisardes estejam mais pressionados, ou que os caálenses entrem mais motivados, já que até certo ponto, cada um dos contendores cumpriu com a sua obrigação na ronda passada.

Os donos da casa sabem a importância de assumir as rédeas do jogo, à partir do apito inicial, mas como é grande a diferença entre falar e fazer, têm de fazer pela vida para impedir que a pouca atitude competitiva, dê minutos de avanço aos visitantes.

Se os anfitriões entrarem apáticos, podem  sofrer um golo no golpe de eficácia dos forasteiros, e então, vão ter de correr atrás do prejuízo, o que em situação normal significa conceder espaços ao adversário e surpreender nas costas da defesa.

Um empate talvez fosse um bom resultado para o Clube Recreativo da Caála \"CRC\", mas não perder, é o mínimo da ambição do CRC. A equipa do Huambo sabe que num campeonato longo com 30 jornadas, as quebras de rendimento  acontecem de maneira inesperada, razão pela qual os pupilos de Alberto Cardeau vão esforçar-se para matar o jogo nas várias oportunidades que surgirem.