Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Ferrovia e Petro protagonizam jogo de extremos

Betumeleano Ferro - 23 de Setembro, 2019

Fotografia: Jos Soares | Edies Novembro

Um jogo de extremos é o que se espera, esta tarde, entre o Ferrovia do Huambo e o Petro de Luanda. A demora em justificar o que veio fazer no campeonato, aos poucos começa a diminuir a margem de erros dos locomotivas, contudo, nem por isso os tricolores andam mais folgados. Na verdade, estão sob a obrigação de se manter na senda das vitórias, pelo que o desafio com início às 15h30, tem muito sumo.
Toni Cosano e atletas conhecem, de certeza, a teoria segundo a qual os extremos nunca se tocam, empatar ou perder o jogo com a equipa orientada por João Pintar é contrariar o que os teóricos consideram irrefutável. Ninguém, está a espera de goleada, mas fica claro que a contestação à direcção e ao técnico vai subir de tom, se houver novo desperdício de pontos.
A bem da verdade, tanto o Ferrovia como o Petro estão pressionados a reagirem. Os tricolores, por culpa própria,  colocaram-se nesta situação indelicada, levam o passo atrasado na corrida pelo título.
A vitória é condição indispensável,  para dissiparem as dúvidas que eles próprios criaram. Se contra os pequenos há dificuldade de ganhar, não há como a equipa ter confiança,  para superar as montanhas  mais à frente.O mau começo de campeonato, deu aos tricolores uma ideia do que é andar nas ruas da amargura, pois, as coisas demoram a acontecer como eram desejadas, entretanto,  acaba também por ter um lado bom e dá ao Petro a ideia real da revolta que toma conta do balneário.
 Quer queira, quer não, e sem que obste a sua condição de visitante, o Petro tem tudo que precisa para evitar novos motivos de queixa e que tornam  impacientes os seus adeptos, regressar a Luanda sem a totalidade dos pontos pode significar a morte do artista.A sequência de maus resultados põe a corda ao pescoço do Ferrovia do Huambo, por mais que as pessoas estejam a elogiar as suas exibições, o mais importante tarda a aparecer.
 E, como as desgraças nunca vêm só, o calendário nem está nem aí, para a aflição dos locomotivas.
 As probabilidades de ganhar são escassas, mas como a esperança é a última a morrer, João Pintar e pupilos vão acreditar até onde for possível. Sem muitos argumentos para apostar, no custe o que custar, o Ferrovia vai tentar ficar à espera das migalhas que o Petro deixar cair da mesa 'farta'.Não é aconselhável aos locomotivas, acharem que são da mesma bitola dos tricolores. As coisas estão longe de estar a correr bem aos dois, porém, se quem joga em casa perder a humildade e abrir à porta da casa sem se prevenir, é mais do que certo que os tricolores vão aproveitar para entrar e assinar o livro de golo(s) e da vitória.
A atitude de espera dos anfitriões pode ser um bom teste, para os nervos dos tricolores, já que até agora ninguém ainda viu o rolo compressor da equipa de António Cosano contra adversários que ficam na expectativa. É verdade , que dar a iniciativa ao oponente,  aumenta as chances do relvado estar inclinado, também são poucas as alternativas que restam aos jovens da equipa do Huambo, se os resultados fossem outros.
 Seguramente, a confiança também seria diferente e dava aos atletas tudo o que precisam,  para não ficarem temerosos do nome e peso das camisolas a enfrentar.O momento, por que passam os contendores,  é capaz de ter reflexos nas bancadas, mas essa é a boa oportunidade para os artistas tentarem ser, também, parte da solução do problema que criaram. O Petro tem adeptos, em cada canto do país, mas esses precisam de incentivos para voltarem a encher os Estádios.