Jornal dos Desportos

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Girabola

Golo de capits impe justia

Paulo Caculo - 04 de Abril, 2019

Equipas do Palanca e do Sambizanga terminaram empatadas em jogo disputado nos Coqueiros

Fotografia: Contreiras Pipas | Edies Novembro

Kabuscorp e Progresso dividiram ontem pontos num jogo emotivo, bastante disputado, com duas partes distintas e cuja igualdade (1-1) traduz, em pleno, o rendimento produzido em campo pelas duas equipas.
Depois da vitória muito bem conseguida na ronda anterior, já se esperava que o conjunto do Palanca fosse surgir na partida de peito cheio. Mas a equipa de Paulo Torres teve pela frente um opositor que se mostrou a altura das encomendas. Ou seja, a formação de Helder Teixeira teve sempre uma pronta-resposta às investidas do adversário.
A verdade é que muito bem povoados no seu meio campo, os sambilas ganhavam terrenos, posse de bola e espaço para jogar, mas mostravam-se incapazes de incomodar com perigo à baliza de JB.
Nesse período, os palanquinos estiveram melhor, mais fortes e incómodos a atacar, razão pela qual estiveram mais próximos de marcar ainda nos primeiros 45 minutos, contrariamente ao adversário, que revelava enormes dificuldades em visar a baliza contrária.
A dada altura, com os dois meio campos povoados, era intensa a luta travada no “cérebro” do relvado, com Magola e Lami a tentarem empurrar o jogo ofensivo do Kabuscorp, e Joãozinho e Chonene a procurarem descobrir as vias de acesso à baliza de JB. Pede a vontade de ambos as equipas de chegar ao golo, os primeiros 45 minutos encerrou como começou, sem golos, tendo ambos os ataques revelado incapacidade ou impotência para chegar ao golo.
A segunda parte foi muito mais interessante e bastaram dez minutos para que o Kabuscorp chegasse ao golo. Por intermédio de Lami, aos 60’, na sequência de uma jogada de belo efeito protagonizada pelo recém entrado Cabibi, a servir Taddy, antes da bola chegar aos pés do camisola 13 dos palanquinos.
Mas o golo não abalou com a estrutura psicológica do Progresso, que partiu atrás da igualdade. A equipa de Hélder Teixeira nunca baixou os braços e teve em Yano, mais uma vez, o principal “abono de família” do ataque. O capitão dos sambilas puxou dos galões uma jogada de mestre, ao passar pelos centrais do Kabuscorp, antes de desferir o golpe fatal, estavam decorridos 70 minutos de jogo.
Com a igualdade no resultado, o jogo ganhou maior interesse, sobretudo nos últimos dez minutos, período em que o desafio ganhou cenário de desfecho imprevisível, dado o volume de jogadas de perigo e contra ataque em ambas as balizas.

A FIGURA
Simão foi incansável

Se dependesse do camisola 4 do Kabuscorp, o jogo teria outro desfecho. O facto é que o central Simao foi simplesmente incansável na defesa dos palanquinos. A exibição patenteado merece todos os elogios. O central fez “vida cara” aos atacantes do Progresso. É verdade. Um posso de força e pulmão, muito bem na compensação aos laterais Ebunga e Lunguinha, mas também no apoio a Fabrício.

ARBITRAGEM
Trabalho sem mácula

O árbitro João Goma esteve muito bem e sem dificuldades para ajuizar o desafio. O juiz internacional fez um bom trabalho, sobretudo no que à avaliação técnica e disciplinar diz respeito. Não deu razões para alaridos, na medida em que cumpriu e fez cumprir com as regras de jogo. Disciplinarmente, mostrou dois cartões amarelos, perante entradas à margem das regras.