Jornal dos Desportos

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Girabola

Greve frustra o jogo com Cuando Cubango

Joaquim Suami - Cabinda - 02 de Agosto, 2018

Fotografia: Jos Soares| Edies Novembro

O Sporting de Cabinda não defrontou ontem, em Menongue, o Cuando Cubango FC, no desafio a contar para a 27ª jornada do Girabola/Zap, em virtude da greve decretada pelos jogadores, na última segunda-feira, reivindicando o pagamento dos salários de seis meses em atraso.
Uma fonte próxima dos jogadores, disse em anonimato, que além dos salários em atraso, a direcção do Sporting de Cabinda, sob a liderança do Luís Coelho, não está igualmente a honrar o compromisso de pagamento dos prémios de jogos acordados desde o Zonal de apuramento, assim como o prémio especial de qualificação da equipa para à Iª Divisão.
A direcção, segundo a fonte. do clube, está a ameaçar os atletas que prestarem declarações à imprensa, devido à esta situação. Os jogadores recusam-se a treinar e a disputar os últimos quatros jogos que restam do Girabola ZAP, até que a direcção resolva o problema.
\"Os jogadores estão a pedir à direcção, que resolva o problema para continuarem a treinar e a disputar jogos. Estão a passar por momentos difíceis, muitos deles são responsáveis de família. Não compreendemos por que a direcção não consegue pagar pelo menos prémios de jogos, temos conhecimento que algumas empresas têm apoiado o clube”, explicou.
Os jogadores não treinam desde segunda-feira e, com as dificuldades que a direcção está a enfrentar em liquidar as dívidas dos atletas, a equipa não viajou ontem para Menongue, arriscando-se a perder os três pontos na secretaria.

Dirigente leonino
desliga telefone

O vice-presidente para futebol do Sporting de Cabinda, Jorge Costa, contactado pelo Jornal dos Desportos, para explicar como é que os dirigentes desta agremiação estão a gerir a situação, disse, de forma lacónica: \"Estamos a resolver o problema\".
Em seguida, o dirigente desligou de imediato o seu telemóvel, atitude que consideramos reprovável. Uma outra fonte do clube disse, no entanto, que a direcção do Sporting de Cabinda não está interessada em resolver as dificuldades dos atletas.
\"Desde o Zonal de apuramento que a direcção não consegue pagar os nossos salários e prémios de jogo. Em Dezembro, pagaram-nos alguns valores referente à segunda divisão, mas, desde o início do Girabola até à presente data, nunca recebemos nada\", disse.
\"Colocámos a equipa numa posição privilegiada. Agora, queremos que a direcção cumpre com a sua parte. A direcção só promete e não cumpre. Por isso se não pagarem os nossos salários, não iremos jogar até ao término da competição”, disse um atleta sob anonimato.
Se este braço de ferro continuar até a última jornada do Girabola, quando restam quatro jogos, o Sporting de Cabinda corre o risco de ser desqualificado, caso não compareça em três desafios consecutivos, segundo regulamentos da FAF.