Jornal dos Desportos

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Girabola

guias fogem do campeonato

Gauncio Hamelay no Lubango - 27 de Julho, 2019

Presidente do clube Jacks da Conceio

Fotografia: ARO MARTINS | Edies Novembro

O Girabola Zap 2019/2020 que abre a 16 de Agosto, pode ser disputado por 15 equipas, caso a Federação Angolana de Futebol (FAF) não encontre, nos próximos dias, um substituto para o Sport Lubango e Lubango, cuja direcção anunciou ontem, em conferência de imprensa, a desistência da prova, por questões financeiras. 

Jacks da Conceição, presidente de direcção dos encarnados do Lubango, revelou que o clube para disputar o Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão com tranquilidade, precisa de 300 milhões de kwanzas. Disse ser um orçamento abrangente para fazer face a transporte, compra de equipamento desportivo, deslocações, pagamentos de salários, prémios de jogos e assistência médica e medicamentosa. 

“O clube precisaria 300 milhões de kwanzas, para fazer um campeonato tranquilo, na nossa perspectiva. Na nossa forma de estar e ver é um orçamento modesto e realístico. Podíamos não conseguir os 100 por cento do orçamento, ou seja, se nos fosse cabimentado pelo menos 70 por cento desse valor, nós ainda podíamos dizer e arriscar em estar na primeira divisão”, explicou.     

De acordo com o dirigente desportivo, o Sport Lubango e Benfica sempre procurou trabalhar com orçamento modesto, “e nós não temos”.Jacks da Conceição informou, em conferência de imprensa que se realizou na sede do clube, que o Sport Lubango e Benfica fez o campeonato nacional da segunda divisão com 18 milhões de kwanzas. 

“Aquando da disputa da segunda divisão, com cem milhões de kwanzas, queríamos fazer uma segunda divisão com cabeça tronco e membros, em que podíamos ter um autocarro e equipamento. Infelizmente, nós nem chegamos aos 30 por cento dos cem milhões de kwanzas. Para vossa informação, o clube fez a segunda divisão com 18 milhões de kwanzas”, disse.Salientou que a direcção do Benfica ao anunciar a desistência, da equipa do Girabola Zap, está a fazê-lo de cabeça erguida, com consciência e de forma a preservar a imagem dos dirigentes que representam a colectividade e a idoneidade da agremiação. 

“Chegar ao meio da prova e acabar por desistir, acho que seria muito mais constrangedor, porque estaríamos a ferir a verdade desportiva, por isso, fizemo-lo agora”, explicou. Jacks da Conceição acrescentou que caso não o fizessem, não estavam a ser “coerentes connosco próprio” das responsabilidades que a prova acarreta com o clube e do ponto de vista financeiro. “As consequências da nossa desistência são para serem assumidas. Não vemos outra saída, se não for essa, que é nua e crua. Não há apoios e dinheiro”, admitiu Jacks da Conceição que prometeu comunicar à FAF, nos próximos dias, sobre o assunto.