Jornal dos Desportos

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Girabola

Hlder Teixeira pode regressar ao Progresso

Avelino Umba - 16 de Dezembro, 2020

Antigo guarda-redes diz que quer dar sequncia ao projecto iniciado com a direco cessante

Fotografia: Kindala Manuel | Edies Novembro

O técnico Hélder Teixeira pode estar de regresso à equipa de futebol do Progresso Sambizanga, clube que orientou no último Campeonato Nacional da I Divisão, Girabola, suspenso em Março e anulado em Abril, devido à pandemia da Covid-19.
A possibilidade de voltar a assumir a equipa da capital foi revelada ao Jornal de Angola pelo treinador.
Chegado a Luanda ontem, proveniente da província do Huambo, onde reside, Teixeira tem reunião marcada para hoje com a nova direcção do clube presidido por Inácio António Alfredo.
No encontro com o líder máximo da agremiação sambila, que substituiu no cargo Paixão Júnior, pode ver definido o futuro assim como a extensão e os contornos do contrato.  
Em declarações ao JA, Hélder Teixeira mostrou-se interessado em regressar ao clube com cuja equipa garante ter deixado um projecto por concluir, iniciado há um ano com a direcção cessante.
“Gostaria de dar sequência ao projecto levado a cabo com a anterior direcção. O Progresso está numa situação financeira algo delicada e dificilmente poderá contratar jogadores. Foi no mercado interno, dentro das nossas limitações, que nos últimos três anos nos reforçamos. Mas ainda assim, tivemos sempre uma equipa competitiva. Portanto, gostaria de dar seguimento ao projecto. É uma questão das partes  conversarem e encontrarmos uma solução”, disse.  
Questionado a comentar sobre a dívida que o clube tem consigo, preferiu não avançar dados e disse: “não quero entrar em pormenores. Esse é um assunto que deve ser abordado entre as partes envolvidas e não em público. Há dívidas sim, mas é uma situação que pode ser negociada e acredito que a direcção pensa da mesma forma” concluiu.    
Hélder Teixeira substituiu no comando técnico dos sambilas o também angolano Kito Ribeiro, despedido por alegados maus resultados.

  Campeonato Nacional foi anulado em Abril

Em Abril, por unanimidade, os clubes angolanos decidiram anular o campeonato como uma das formas de evitar a propagação do novo coronavírus, sobretudo para “salvaguardar a saúde e os gastos avultados com atletas cujos contratos expirariam em Maio”. A prova foi suspensa em Março, na sequência do Decreto sobre o Estado de Emergência.
A decisão dos quinze clubes que militam no Girabola foi apresentada durante uma reunião com a Federação Angolana de Futebol (FAF), que ana-
lisou o interregno da competição após ter sido disputada a 25ª jornada.
Na altura, segundo o porta-voz dos clubes no encontro, Tomás Faria, presidente do Petro de Luanda, duas principais razões levaram as equipas a decidirem em consenso pelo fim da época.
“A primeira razão é a pandemia e os clubes têm consciência que a mesma poderá levar pelo menos três meses e por maioria das razões a saúde em primeiro lugar”, disse.
O fim dos contratos dos atletas, cuja maior parte expiraria em Maio, “e a maior parte dos clubes fazem contrato apenas por uma época”, frisou, constituiu a segunda razão para a anulação da prova.
“Por isso, depois de 31 de Maio os contratos estão todos caducados e os clubes não têm condições de os renovar sem que haja uma luz no fundo do túnel sobre possível fim desta pandemia”, explicou.
Por altura da interrupção, o campeonato era liderado pelo Petro de Luanda, com 54 pontos, mais três que o 1º de Agosto, tetracampeão em título, que ocupava a segunda posição.

  Campeonato Nacional foi anulado em Abril

Em Abril, por unanimidade, os clubes angolanos decidiram anular o campeonato como uma das formas de evitar a propagação do novo coronavírus, sobretudo para “salvaguardar a saúde e os gastos avultados com atletas cujos contratos expirariam em Maio”. A prova foi suspensa em Março, na sequência do Decreto sobre o Estado de Emergência.
A decisão dos quinze clubes que militam no Girabola foi apresentada durante uma reunião com a Federação Angolana de Futebol (FAF), que ana-
lisou o interregno da competição após ter sido disputada a 25ª jornada.
Na altura, segundo o porta-voz dos clubes no encontro, Tomás Faria, presidente do Petro de Luanda, duas principais razões levaram as equipas a decidirem em consenso pelo fim da época.
“A primeira razão é a pandemia e os clubes têm consciência que a mesma poderá levar pelo menos três meses e por maioria das razões a saúde em primeiro lugar”, disse.
O fim dos contratos dos atletas, cuja maior parte expiraria em Maio, “e a maior parte dos clubes fazem contrato apenas por uma época”, frisou, constituiu a segunda razão para a anulação da prova.
“Por isso, depois de 31 de Maio os contratos estão todos caducados e os clubes não têm condições de os renovar sem que haja uma luz no fundo do túnel sobre possível fim desta pandemia”, explicou.
Por altura da interrupção, o campeonato era liderado pelo Petro de Luanda, com 54 pontos, mais três que o 1º de Agosto, tetracampeão em título, que ocupava a segunda posição.