Jornal dos Desportos

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Girabola

Iluso ofensiva penaliza Desportivo

BENIGNO NARCISO, NO LUBANGO - 29 de Outubro, 2018

guarda-redes Ndulo, no seu "onze" em relao poca passada.

Fotografia: EDIES NOVEMBRO

A igualdade a uma bola registada ontem no estádio do Ferroviário, no Lubango, diante do FC Bravos do Maquis, em jogo pontuável para a primeira jornada do Girabola Zap 2018/2019, penaliza o Desportivo da Huíla que se revelou incapaz de concretizar em golos as inúmeras ocasiões que criou.
Determinada na pretensão de iniciar com triunfo a campanha na prova, a formação afecta à Região Militar Sul iniciou o jogo com poder ofensivo superior ao adversário. Fruto disso, adiantou-se no marcador logo aos 6 minutos com golo de Elias, na sequência da cobrança de um pontapé de canto.
A vantagem madrugadora alimentou a ilusão de fartura aliada à supremacia, domínio e lucidez das transições ofensivas, coordenação e solidez na defesa. O rumo dos acontecimentos apontava para um começo em grande do militares da Região Sul.
Do outro lado estava um oponente que, incapaz e subjugado, pouco ou nada fazia para levar os seus intentos a bom porto. Isso, por estratégia ou não, fez adormecer a equipa de casa que ainda assim nunca baixou o ímpeto ofensivo.
Contudo, o embalo criou a ilusão de estar tudo sob controlo. A confiança viu-se ruída quando, contra a corrente de jogo, aos 17 minutos e, num lance aparentemente inofensivo, uma descoordenação entre defesas e o guarda-redes Ndulo, em plena grande área, coloca a bola a mercê de um contrário, Germano, que com a baliza aberta teve apenas de empurrar.
A igualdade no marcador aumentou a confiança dos comandados de Zeca Amaral que passaram a jogar mais e melhor. O técnico visitante acreditou após o golo que era possível a conquista dos três pontos quando minutos após a igualdade tirou um defesa e fez entrar Gazeta, de propensões ofensivas.
O domínio do Desportivo registou, dessa altura em diante, um ligeiro abaixamento, o que permitiu ao Maquis, ainda que de forma esporádica, incomodar o sector mais recuado adversário, por intermédio de remates a média distância e cruzamentos.
Mesmo diante desse cenário, a toada de jogo com superioridade e falhanços, prevaleceu até ao intervalo e sem se alterar durante toda a segunda parte. Neste período, o único ou senão o maior lance digno de registo do Maquis deu-se aos 87´.
Essa carência produtiva dos maquisardes contrastou, no final, com a grande capacidade revelada pelos comandados de Mário Soares na construção de ocasiões de golo eminente, contudo frustrados pela incapacidade de finalização de uma equipa que apresentou apenas uma unidade nova, o guarda-redes Ndulo, no seu \"onze\" em relação à época passada.
Assim, a repartição de pontos por força da igualdade a um golo foi o desfecho do desafio bem ajuizado pelo árbitro Paulo Talaia, que não teve influência no resultado final.