Jornal dos Desportos

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Girabola

Interclube esteve imune a presses

07 de Junho, 2018

Alves Simes insta clubes a lutarem para corrigir o que est mal no futebol nacional

Fotografia: Kindala Manuel | Edies Novembro

A equipa do Interclube, terceiro classificado do Girabola Zap 2018, com 26 pontos, não sentiu qualquer pressão no período que liderou a primeira volta da competição, segundo o presidente Alves Simões, há dias no Lubango, quando fazia uma abordagem da prestação dos polícias na parte inicial do campeonato. 

Alves Simões referiu que ficou  indignado pelo facto de os militares, líderes da primeira volta, terem ficado com sete jogos em atraso, facto que, na sua visão, não acontece  em outras partes do mundo e que configura falta de verdade desportiva no presente campeonato nacional. “O Interclube não sentiu a pressão de ser líder, durante muito tempo na primeira volta. Porém, eu acho, e, infelizmente, tenho que dizer isso, não há esta época a verdade desportiva que deveríamos ter. Só mesmo em Angola é que isso pode acontecer, porque se o 1º de Agosto estivesse a jogar de igual para igual, acredito que não teria essa supremacia”, lamentou. 

O responsável da equipa do Rocha Pinto sustentou que, o Interclube, já participou várias vezes em competições internacionais e antes de fazer essas viagens “fazíamos sempre na quarta-feira o jogo internamente”, tendo acrescentado que “ainda há a segunda volta e muita coisa vai acontecer”. Afirmou que, na segunda volta do Girabola Zap, sendo o futebol a modalidade rainha da agremiação, vai procurar fazer diferente daquilo que tem vindo a efectuar nas épocas anteriores.

Alves Simões apontou o dedo à Federação Angolana de Futebol (FAF) como a culpada da falta de verdade desportiva, na presente época futebolística.

De acordo com o dirigente da agremiação afecta a Polícia Nacional, não é possível ter uma prova regular quando tem uma equipa, por exemplo, que fica com sete jogos em atraso em relação aqueles que já terminaram a primeira volta. 

“Decidimos que não se disputasse este ano a Taça de Angola exactamente para que não houvesse uma paragem longa. Só que, infelizmente, o que aconteceu agora foi uma paragem de cerca de 28 dias desnecessárias, porque houve jogos em atraso. Só mesmo em Angola é que acontece isso”, reiterou.Avançou que os clubes têm que dar mão à palmatória no que está mal. 

“Temos que ter a coragem de dizer o que está mal para procurar corrigir”, salientou. O presidente de direcção do Interclube pediu aos sócios, adeptos e amigos do clube para continuarem a acreditar no trabalho que está a ser feito. 

“Continuem a apoiar-nos, pois o clube é de todos nós e bons resultados virão”, garantiu.