Jornal dos Desportos

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Girabola

Kabuscorp e Maquis acordam empate

Paulo Caculo - 02 de Julho, 2017

Palanquinos voltam a ceder pontos e comeam a complicar os objectivos

Fotografia: Santos Pedro|Edies Novembro

Kabuscorp e Bravos do Maquis "dividiram o mal pelas aldeias", ao empatarem ontem (1-1), no estádio 11 de Novembro, num jogo pautado por períodos de equilíbrio e repartição da posse de bola e de ocasiões de golo. Apesar de ter entrado para o jogo a pressionar e dispor das maiores ocasiões para marcar, com destaque para o remate de Mongo, ainda, aos 20', nem por isso os palanquinos foram suficientemente avassaladores nos primeiros 45 minutos da partida.

Tudo porque os maquisardes não deixou e foi capaz de dar sempre uma pronta-resposta às investidas do adversário. A equipa de Zeca Amaral encarou no jogo de peito aberto, sem medo e teve períodos em que mostrou ser um conjunto sem complexos a trocar muito bem a bola e a descobrir caminhos para visar a baliza contrária. O futebol intenso e a grande dinâmica imprimida as jogadas dos maquisardes foram provas inequívocas da entrega da equipa do Moxico.

Se, por um lado, no Kabuscorp era pela qualidade do futebol de Lami, Mongo e Luís Tati que o caudal ofensivo ganhava força para correr junto à baliza contrária, por outro, no Maquis os grandes "carregadores de piano" da orquestra ofensiva eram Miro, Dabanda e Chole. O equilíbrio acabaria por ser a nota predominante nos primeiros quaretna e cinco minutos, com as duas equipas a dividirem as ocasiões de golo, embora com relativo ascendente de posse de bola dos palanquinos e melhores oportunidades, mas sem ser demolidor.

A etapa complementar trouxe uma equipa do Moxico muito mais ofensiva e inconformada pelo resultado. E fruto desta postura, acabou por ser com alguma naturalidade que chegaram ao golo da igualdade, aos 49', por intermédio de Jó, numa jogada de insistência e de belo efeito.

O empate foi um duro golpe para a equipa da casa, que vinha para a segunda etapa da partida decidido em consolidar a vantagem e a consequente vitória. Dada a enorme pressão a que passou a estar submetido a passagem do minuto 70', não admirou que os visitantes fossem abanar na sua estrutura defensiva, embora jamais deixou-se cair, e diga-se, muito por culpa de um "muro" chamado Dadão.

A verdade é que o Kabuscorp continuava a pressionar, mas as suas investidas esbarravam quase sempre na forte muralha defensiva montada por Zeca Amaral. A equipa de Romeu Filemon até podia chegar ao golo, mas teve um carrasco na baliza contrária, afastando todas as bolas .

O facto é que o Bravos do Maquis, depois do golo, passou a acreditar que podia sair do jogo com pelo menos um ponto. Bastava esperar pelo apito final. E quando o árbitro Benjamim Andrade, que não teve qualquer influência com um trabalho aceitável, apitou para o desfecho final, os jogadores perceberam-se que o empate era o desfecho do jogo.

OPINIÃO DOS TÉCNICOS
KABUSCORP
Romeu Filemon

“Quando não se
marca é difícil
ganhar”


Este empate veio complicar em demasia os nossos objectivos. Tivemos o jogo controlado na primeira parte, obstante o processo defensivo do adversário a jogar por cima da linha da bola, mas conseguimos criar algumas situações e tivemos a felicidade de fazermos um golo. Infelizmente num lance em que devíamos finalizar da melhor forma, o adversário fez o seu golo. E quando não se marca é difícil ganharmos. 

Maquis
ADJ. Ivo Campos

“Roubamos
um ponto”


Soubemos sofrer, mas tivemos bem. O Kabuscorp teve um caudal ofensivo muito forte, conseguimos reagir em certos momentos. No intervalo mudamos algumas posições, equilibramos as contas e acima de tudo o ritmo de jogo. Marcámos o golo da igualdade com transição fantástica. O adversário esteve bem, mas não basta só pressionar. De resto, foi um ponto em casa de um candidato.