Jornal dos Desportos

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Girabola

Kabuscorp empresta atletas com contrato

Paulo Caculo - 15 de Agosto, 2019

Jogadores do grmio palanquino vo evoluir no presente campeonato ao servio de outros emblemas

Fotografia: CONTREIRA PIPA / EDIES NOVEMBRO

A direcção do Kabuscorp do Palanca está a “abrir mão” de alguns dos seus principais activos do plantel, cujos contratos firmados com o clube estão em vigor. A cedência, por empréstimo, de certos atletas a outras equipas, segundo apurou o Jornal dos Desportos, visa permitir que estes jogadores continuem a seguir carreira no principal campeonato de futebol do país.
Ao que se sabe, existe vontade da direcção do clube do Palanca, proporcionar ao grupo de atletas com contratos em dia, a possibilidade de manterem-se no Girabola Zap, durante a presente época, de formas a que possam estar em condições de regressarem à equipa, tendo em vista os desafios do Kabuscorp em disputar o próximo campeonato nacional.
Como prova disso, os palanquinos cederam, a título de empréstimo, os médios Água Doce e Cabibi, o defesa-central Simão e o guarda-redes Langanga ao Sagrada Esperança; o avançado Nelito (melhor marcador da equipa) ao Cuando Cubango FC e os avançados Filhão e Fukiamuana, ambos ao Progresso Sambizanga.
Para o FC Bravos do Maquis, o Kabuscorp cedeu o central Fabrício e os médios Amaro, Lami e Magola. Por esclarecer estão os futuros de JB, Lunguinha, Ebunga, Dani e Paulito, atletas que estiveram em destaque no conjunto palanquino, durante a última temporada futebolística.
A abertura dada aos atletas, ainda com contrato, para seguir carreira em outros clubes, segundo consta, não vai inviabilizar a intenção do Kabuscorp disputar a prova de acesso ao Girabola Zap 2020/2021.
O clube do Palanca deve atacar os objectivos de regressar ao campeonato nacional com jovens talentos, actualmente a deslumbrarem na equipa de juniores, embora não esteja descartada a possibilidade de integração de alguns atletas mais experientes.
Recorde-se que o Kabuscorp do Palanca foi relegado à segunda divisão, por decisão da FIFA, na sequência do propalado “caso Rivaldo”.
Na decisão, o órgão reitor do futebol mundial orientou a FAF a despromover a equipa do Palanca, sob o risco do futebol angolano ser punido das competições internacionais.
Entre as graves punições que Angola viria a sofrer, destaca-se o afastamento das selecções e clubes de todas as competições organizadas pela CAF e FIFA, por um período não inferior a cinco anos, bem como avultadas multas.
De formas a não sofrer riscos desnecessários, a federação optou por decidir pela despromoção do Kabuscorp, tal como fez questão de assegurar, na altura, o secretário-geral da FAF, Rui Costa.
O grande objectivo visou proteger o excelente período de bonança que atravessa o futebol angolano, justificado com a recente qualificação da selecção de Sub-17 ao Mundial do Brasil, agendado para Outubro próximo,  e o apuramento dos Palancas Negras ao CAN, disputado entre Junho e Julho último, no Egipto.