Jornal dos Desportos

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Girabola

Kabuscorp reassume liderança

Ant?nio F?lix - 22 de Abril, 2017

Jogando a todo gás no ataque o actual líder ofuscou todas acções da equipa aviadora

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Kabuscorp do Palanca, com a incontestável vitória (2-1) sobre o ASA anotada ontem à noite no Estádio dos Coqueiros, na segunda partida que abriu a 11ª jornada do Girabola Zap, saltou do quarto para o primeiro lugar onde hoje acorda, provisoriamente, como líder, porque só lá fica se o Petro  de Luanda, esta tarde, e o 1º de Agosto, amanhã, perderem diante do Desportivo da Huíla e Recreativo do Libolo, respectivamente.

É uma posição, essa de liderança, para a qual a equipa de  Romeu Filemon vai determinantemente continuar a lutar ao até ao fim como deixou claro ontem o seu técnico adjunto Quim Manuel no final dos tempo regulamentar.

Se o ASA foi a casa do Kabuscor do Palanca  a contar que sairia a ganhar  sobretudo, porque o grande craque palanquino lá  não estava para \"mandar\" no ataque, então manda aqui a verdade dizer que foi sim a equipa de Romeu Filemon que desceu ao relvado dos Coqueiros determinado a  jogar à \"alta pressão\" atacante.

E essa filosofia de jogo resultou. Porquê? Porque marcou  logo aos oito minutos, através de Jacques , este fogoso congolês democrata que viu a bola  à sua mercê, após  passe certo do seu colega Mongo. Pelo seu faro de golo, está a fazer lembrar o inolvidável Meyong...

Foi oportuno, numa altura em que a defensiva do ASA se mostrou desatenta na marcação daquele \"servidor\" de Jacques. Este melhor marcador do Girabola que fez gato sapato ao defesa aviador Dudo, seu polícia de serviço: recebeu passe de mestre feito pelo seu colega Mongo e... foi só empurrar!

Quando os aviadores procuravam arrumar da melhor maneira a sua defesa, o Kabuscorp, por meio de Luís Tati, quase ampliava para 2-0, aos 11 minutos ,se não tivesse falhado diante da baliza contraia aberta.

A vantagem do Kabuscorp foi como que um golpe duro para a equipa de João Machado, que se viu obrigada a organizar melhor as suas linhas defensivas a fim de descomprimir a vaga atacante da equipa do Palanca, esta que, de facto, sentiu depois essa organização dos aviadores.

Uma organização que, todavia, não se revelou muralha eficaz, pois, ainda aos  30 minutos da segunda parte, Luís Tati podia sempre fazer o 2-0. Sorte do ASA nesse lance foi a pronta intervenção do seu defesa lateral Xavier  ao \"sacudir\" para fora um remate lance daquele, já com quase selo de golo.

Porque os visitantes acreditaram até ao fim, o balde de água fria sobre a equipa do Palanca aconteceu já na soma dos minutos 45+1. Isto é , já na compensação, com culpas que podem ser atribuídas aos seu guarda-redes Elber.

O guarda-redes palanquino, em vez de segurar a bola, preferiu \"socar\" para a direcção do jogador aviador Palucho, que, agradecendo a falha do \"keeper\" adversário, disparou, do meio da rua, para golo da igualdade, que durou até ao fim da primeira parte.

Por esta razão o ASA, altamente motivado com o empate no marcador, entrou para se adiantar ao marcador  o que quase acontecia se Bena e o veterano Love Kabungula se entendido.

O primeiro serviu para este em posição de golo, mas... esta acção pregou apenas um forte susto o Kabuscorp . A bola passou rentinho da sua baliza de Elber.

Quando decorriam 10 minutos do reatamento Luís Tati, um jogador que o Progresso do Sambizanga deixou escapar, mas a revelar agora na equipa do Palanca que tem leitura de jogo; tem domínio e que joga e faz jogar a sua equipa.

Ontem mostrou que não está(va)  só no campo para dar a marcar aos seus colegas. Também facturou de cabeça,  de cima para baixo, após saltar mais alto do que toda a defesa aviadora, fazendo o 2-1 final.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS
 MACHADO (ASA)
“Só marcamos um golo”

Não tenho nada a dizer contra o resultado final que todos viram neste jogo da décima primeira jornada do campeonato. O Kabuscorp do Palanca saiu mais feliz do campo porque marcou dois, um deles devido a um nosso erro defensivo. Teve mais posse de bola, mais atacou,  chutou  mas à baliza. Só marcamos um golo. Vamos continuar a trabalhar para ganhar jogos e atingir os nossos objectivos porque ainda há muito campeonato a fazer pela frente. Esta é apenas a primeira volta\"


QUIM Manuel (adjunto Kabuscorp)
“Objectivo era ganhar”


\"Obtivemos  uma vitória muito clara diante de um adversário que mereceu o nosso respeito porque é sempre difícil quando está em campo. Mas também podíamos ganhar por mais. O nosso objectivo era para conseguir três pontos. Vinhamos de três empates e com a vitória agora estamos todos de parabéns, vamos continuar a trabalhar para mais triunfos nos jogos seguintes.


ARBITRAGEM
Alta visão em campo


O árbitro da Huíla, 30 anos , promovido este ano, e que cumpriu  o seu quarto jogo esta época deu sinais de  está progredir. Revelou tranquilidade, boa visão embora lhe falte ligeiras e rotação com o seus assistentes. Apenas assinalou um amarelo, por isso na a reclamar pelas duas equipas que até devem bater palmas pelo seu trabalho.