Jornal dos Desportos

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Girabola

Kalanga promete regresso em grande

Jorge Neto - 31 de Janeiro, 2017

Antigo médio do Maquis quer brilhar ao serviço do Santa Rita de Cássia FC do Uíge

Fotografia: Jornal dos Desportos

O extremo direito Zé Kalanga, um dos obreiros da qualificação inédita de Angola ao Mundial de 2006 disputado na Alemanha, prometeu ontem, em entrevista ao Jornal dos Desportos, redobrar a preparação que realiza ao serviço do Santa Rita de Cássia FC do Uíge, no sentido de protagonizar surpresas, principalmente, para aqueles que o dão como "acabado" para o futebol de alta competição.

"Vamos enfrentar uma empreitada muito difícil, que são as competições nacionais, e para o efeito, estamos a trabalhar com rigor e união,  comportamento que me permite  muitas surpresas. Promete muita dedicação ao trabalho para ajudar a minha equipa (Santa Rita de Cássia) a obter uma boa prestação na estreia no Girabola", disse.

O internacional, pelos Palancas Negras, disse estar completamente recuperado da lesão  que o deixou fora dos campos em 2015, quando representava o FC Bravos do Maquis e acredita que pode voltar a atingir excelentes performances físicas e técnicas, para dar uma melhor contribuição à sua nova equipa.

"Foi uma lesão contraída ao serviço do FC Bravos do Maquis, em 2015, mas estou recuperado e em condições de dar o meu melhor em prol do grupo, com o objectivo de levar a bom portos os nossos intentos, que passam pela permanência no Campeonato Nacional, o Girabola Zap", referiu.

Zé Kalanga informou ter encontrado na província do Uíge, um público exigente e efusivo em termos de futebol, sobretudo quando joga no seu reduto, aspecto que advoga obrigar o conjunto a transformar o Estádio 4 de Janeiro num "inferno".

"Pela força e tradição do futebol desta província (Uíge), muito impulsionada pelo seu público, não temos outra coisa a fazer que não  seja a correspondência, que passa por praticar um futebol de qualidade, sobretudo no  nosso campo, onde vamos  fazer dele um inferno, ou seja, todas as equipas que por lá passem, têm de suar a camisola para conseguir os três pontos", prometeu.

A estrela mais cintilante do grupo, às ordens do português SérgioTranguil, minimizou o facto de ser considerado um jogador veterano, está com 33 anos de idade, por que como disse, "a idade não joga", mas a condição física, técnica e psicológica, e acredita estar a  desenvolver-se em si a cada dia que passa.

"Reconheço, que no grupo pontificam muita juventude com  qualidade e que merece o nosso respeito,  mas devo dizer que não vai ser motivo para me sentir reduzido, pelo contrário, vamos nos esforçar cada vez mais em busca de oportunidade para demonstrar  o nosso valor, aliás, o nosso objectivo é o de fazer a nossa parte", disse.

De acordo com o atleta, a presença na equipa deve ser vista como uma valência  para o grupo, e não  supremacia pelo facto de ter um tempo de  caminhada considerável."Em primeiro lugar devemos  preocupar-nos com os interesses do clube  e posteriormente com  os particulares.

Para isso, devemos estar juntos, quer os mais jovens, como os mais experientes, de forma a criar um grupo coeso para a consumação dos objectivos traçados pela direcção, para a época  que se avizinha, mas sem descurar a luta pela titularidade",disse.