Jornal dos Desportos

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Girabola

Kangamba promete época fabulosa

Paulo Caculo - 30 de Janeiro, 2017

Bento Kangamba referiu que a sua equipa tem jogadores capazes de colmatar as saídas que aconteceram no plantel

Fotografia: João Gomes

O presidente do Kabuscorp do Palanca, Bento dos Santos Kangamba, afirmou ontem em entrevista à página do clube no Facebook estar extremamente confiante numa época que supere aquela feita pela equipa em 2016. O líder e fundador do clube do Palanca assegurou que a equipa reforçou-se com jogadores de qualidade, tendo em vista o objectivo de voltar a discutir o título de campeão de 2017.

"Teremos um kabuscorp muito forte este ano. Na época passada ficamos no quinto lugar, porque o 1º de Agosto e o Petro já tinham decidido o campeonato e não tínhamos mais nada a ganhar. Mas orientamos a equipa técnica para trabalhar para este ano termos uma boa equipa e, por aquilo que vi dos treinos do kabuscorp em Benguela, existe no plantel uma juventude com capacidade muito forte e tenho a certeza de que estes jovens vão superar o rendimento da equipa conseguido no ano 2016", esclareceu.

Bento Kangamba referiu, por outro lado, que as saídas do plantel de jogadores influentes, casos de Tresor Mputu, Issama e Meyong contribuiu para a quebra de qualidade do futebol da equipa, facto que justifica as épocas menos boa do Kabuscorp nos últimos campeonatos. Acrescenta o presidente do clube palanquino, que um árduo trabalho tem sido feito, no sentido de recuperar a qualidade e o nível granjeado pela equipa em 2013, ano da conquista do inédito título no Girabola.

"Tivemos dificuldades com saída do Meyong, Tresor e Issama. Estes jogadores eram fundamentais na manobra da equipa. E não é fácil para qualquer equipa perder jogadores como estes e recuperar rápido a sua qualidade. Desde que estes jogadores saíram do plantel que a equipa perdeu qualidade, mas o kabuscorp é uma grande equipa, por isso, fomos à busca de um bom avançado, segundo melhor marcador do campeonato do Congo e de uma lateral direito muito forte, que veio do Vita Clube para colmatar a ausência do Issama. Contratamos um médio trinco para o lugar de Tresor.

O Magola foi contratado para preencher este lugar deixado pelo Tresor, mas no primeiro ano não se adaptou, mas já está melhor integrado no nosso futebol. Estamos à espera ter uma boa equipa, fomos a busca de jogadores do Amaro no Benfica e do Fissy no 1º de Agosto. Ficou o maestro Lamy e com o Magola acho que teremos uma grande equipa para ganhar o campeonato", garantiu.

Em relação aos objectivos para a época de 2017, Bento Kangamba afirma que o Kabuscorp não tem como não pensar na conquista do título. 
"A própria Confederação Africana de Futebol gosta que o Kabuscorp apresenta-se na competição africana, não há nenhuma pessoa que não gosta de ver o kabuscorp a jogar futebol. Vai haver muita competitividade entre todas as equipas e vai haver um campeonato difícil e complicado. Para nós dirigentes vimos um campeonato muito difícil", disse.

TÍTULO NA MIRA
Reforços tranquilizam formação do Palanca


Para a próxima época o Kabuscorp do Palanca, que ,a passada classificou-se na quinta posição do Girabola, com 46 pontos conseguiu vários reforços, um deles vindo do campeão, 1º de Agosto.

Trata-se de Fissi que se junta a Amaro ( ex-Benfica) e Hélder (ex-Benfica), Tubias (ex-1º de Maio), Mundo e Yatunako (ex-Progresso da Lunda Sul) e Fabiano do (ex-Recreativo da Caála), para além de Pati, (ex-Progresso Sambizanga), Cassinga (ex-Desportivo da Huila) e os congoleses democratas Edy, Bakulo e Tiebunga.

Em relação ao médio Amaro Costa (ex-Benfica de Luanda)  sabe-se que chegou a assinar por duas épocas pela equipa principal de futebol de Kabuscorp Sport Clube do Palanca, apurou a Angop de uma fonte do clube da capital. O vínculo contratual entre as duas partes foi assinado na passada segunda-feira.

A Angop soube junto do departamento de futebol da equipa palanquinha que o jogador de 31 anos de idade está na cidade de Benguela para integrar o grupo de trabalho em estágio naquela província do litoral do país. Amaro Já foi uma das principais figuras do 1º de Agosto e da selecção nacional.

O Kabuscorp do Palanca que tem como objectivo a conquista do Girabola2017, feito já alcançado em 2013, contratou 14 futebolistas para reforçarem o plantel. Trata-se de um guarda-redes, cinco defesas, igual número de médios e dois pontas de lança, provenientes de vários clubes angolanos e da República Democrática do Congo.

ARBITRAGEM
“Clubes não devem
pagar directamente”


Bento Kangamba, quanto à questão da arbitragem,  defende que a federação volte à primeira fórmula e deixe que sejam os clubes a pagar directamente aos árbitros. Mas, acrescenta, que aqueles que não forem honestos devem ser punidos.

"Sei que a federação está a trabalhar e espero que reaja mais cedo, para ver quem paga as despesas da arbitragem. Acho que devíamos deixar como era antes, porque não temos de temer nada", disse.

"O importante é responsabilizarmos os árbitros para não prejudicarem A ou B, serem honestos e apenas julgarem os lances. Em todos os países onde há futebol se fala da arbitragem e falamos dos árbitros porque fazem parte do jogo, porque são elementos essenciais no jogo", considerou Bento Kangamba.

BENFICA
A desistência do Benfica, na óptica de Bento Kangamba, vem mais uma vez alertar quem dirige o desporto, para que a assembleia nacional discuta as leis do desporto e se evite que amanhã o Girabola ou outra competição acabe no país.

"O Benfica não tem culpa , mas há necessidade de se criar mecanismos que permita a discussão das leis do desporto e o patrocínio das equipas. As pessoas apenas preocupam-se  em patrocinar a selecção. Tem que haver uma verba discutida na assembleia para investir no desporto, porque é preciso criar condições para que as empresas patrocinem o futebol. Sem dinheiro não há desporto", sublinhou Kangamba.

O presidente do Kabuscorp frisou, a finalizar, que o litígio com o jogador Tresor Mputu chegou ao fim, porque o clube teve razão, na medida em que o jogador congolês não cumpriu com a totalidade do contrato assinado com a equipa.

"O caso do Tresor está fechado. O jogador assinou contrato de três anos, mas deixou de jogar, abandonou a equipa antes de encerrar o contrato. Havia necessidade de se renegociar a devolução do dinheiro que o Kabuscorp pagou porque o Tresor não acabou o contrato".                     
PAULO CACULO