Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Lado a Lado com o lder

Jlio Gaiano, em Benguela. - 17 de Setembro, 2016

Petro de Luanda soube tirar proveito da situao criada pelos comandados do professor Hlder Mrio Teixeira que sofreram dois golos

Fotografia: Jornal dos Desportos

O 1º de Maio de Benguela está mal e pelos vistos, pode piorar se não rever a sua forma de jogar. No desafio disputado, ontem, diante do Petro-Atlético de Luanda, em que acabou derrotado por dois a zero foi possível reparar isto mesmo, o que permitiu à equipa tricolor somar agora os mesmos 48 pontos que o 1º de Agosto.

A formação proletária foi fragil não só pela diferença de golos,mas também também pelo comportamento em campo. Faltou-lhe discernimento e maturidade de alguns jogadores.

 A equipa entrou nervosa e esqueceu-se de que o futebol não se compadece com a falta de mau carácter. Jogou mal e à toa, confundindo-se com uma equipa de bairro. De outra forma, como se assistou, não poderia ser.

O número de advertências (três amarelos), incluindo uma expulsão diz tudo. Pior do que isto foi que o atleta admoestado com a cartolina vermelha teve que sair à força. O público reagiu à atitude de Bugo Jazz que acabou apupado. Foi uma autêntica falta de respeitos aos milhares que assistiram o desenrolar da situação daí gerada.

A formação proletária revelou-se ingênua e, mais do isto, indisciplinada ao longo da contenda, revelando a gritante falta de profissionalismo.

 O Petro de Luanda soube tirar proveito da situação criada pelos comandados do professor Hélder Mário Teixeira que se revelaram incompetentes para o jogo que, no fundo, frustrou as espectativas geradas em sua volta. Tiago Azulão (34’) e Job (73’), ambos de penálti foram os autores dos golos que atrofiaram as contas dos proletários.

Nas contas feitas, de calculadoras nas mãos, a direcção, equipa técnica, atletas e associados, bastava não perder com o Petro de Luanda para pensarem alto na manutenção. Não foi o que aconteceu.

A equipa entrou nervosa e receosa diante de um adversário que jogou a seu bel-prazer. Marcou dois golos de penálti e não sofreu nenhum. E, mais, teve em Gerson que foi o herói da tarde.

Defendeu uma grande penalidade cobrada pelo atacante Filipe, numa altura em que os proletários reagiam ao primeiro golo rubricado por Tiago Azulão, no minuto 34.

Os camandados de Bento Bianchi festejaram o triunfo à brava, ante a desolação dos proletários que só não perderam por mais golos, por manifesta falta de pontaria dos atacantes tricolores.

 Na zona do rigor, ora atiravam a bola para fora, ora deixavam-se desarmar com facilidade.

No entanto, foi um jogo que terminou mal. Após o soar do apito final, o público invadiu o campo, colocou em risco a integridade física dos jogadores e dos demais actores da partida. O pior não aconteceu porque, os efectivos da Polícia Nacional presentes no local acudiram a situação, impondo ordem e disciplina no cenário criado.


ARBITRAGEM
Trabalho positivo


A actuação do trio de arbitragem liderada por Hélder Calenga pautou-se pela positiva. Revelou algum nervosismo nos primeiros minutos da contenda. À medida que o tempo foi evoluindo, estabilizou-se e tomou conta às rédeas do jogo, impondo ordem no jogo, inclusive nos momentos em que tendia à virilidade. A expulsão de Bugo Jazz foi justa, pelo que, o trio que viajou da província da Huila mereceu da crítica positiva da imprensa local. Daí a merecida distinção da nota seis.


MELHOR EM CAMPO
Gerson em grande


O guarda-redes do Petro de Luanda, Gerson, foi sem dúvida o homem do jogo. Mostrou-se seguro ao longo da partida, transmitindo confiança aos seus companheiros. Mais do que isto, defendeu um penálti de Filipe, anulando assim, os intentos da equipa adversária que procurava o golo do empate e estragar a festa tricolores. Em suma, bom guarda-redes e com fortes indicadores de melhorar ainda mais.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS



Hélder Teixeira (1º de Maio)
“Estivemos mal na finalização”


“A minha equipa entrou mal no jogo. Tentamos melhorar depois de sofrermos o primeiro golo de penalti. Subimos as linhas, pressionamos o último reduto do adversário que soube defender-se e acabou por cortar todas as linhas de passe que criamos. Falhámos golos e inclusive um penálti, desperdiçámos. Desta forma só temos de nos queixar de nós próprios”


Beto Bianchi (Petro)
“Foi uma vitória merecida”


“A minha equipa jogou bem e soube tirar maior proveito dos erros do adversário. O 1º de Maio mostrou aqui que é uma grande equipa, porém fomos melhor em campo. Marcámos dois golos como poderíamos ter marcado mais. Ainda assim, valeu pelo empenho e atitude dos meus jogadores. Eles merecem a vitória”.