Jornal dos Desportos

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Girabola

"Lebres" tentam manter animao do campeonato

Betumeleano Ferro - 07 de Dezembro, 2019

Recreativo do Libolo vai tentar apagar a m imagem deixada no ltimo jogo caseiro

Fotografia: Mota Ambrsio| Edies Novembro

O Recreativo do Libolo e o Desportivo da Huíla vão tentar lucrar com as férias forçadas da Académica do Lobito, que pela segunda jornada seguida não tem como entrar em campo, porque o adversário da jornada, Petro de Luanda, vai estar engajado na Champions. Quer libolenses, quer militares da Região Sul, sabem que se desempenharem bem o papel de lebres, vão manter a animação do campeonato, ainda mais porque a ausência do 1º de Agosto e do Petro não mexe na liderança.
Os libolenses vão ser os primeiros a entrar em cena, esta tarde a partir das 15h00, vão medir forças com o 1º de Maio de Benguela. No plano teórico, o Libolo tem a faca e o queijo na mão para vencer e ultrapassar a Académica na classificação. É verdade que com o empate o Libolo iguala a Académica com os mesmos 25 pontos, mas os proletários estão acessíveis demais, por isso vai ser surpreendente se o Libolo desperdiçar qualquer ponto. Se os libolenses vão engatar de primeira ou se vão precisar de aquecer os motores, isso pouco importa, a goleada na última aparição caseira ante o 1º de Agosto deixou marcas que têm de se apagadas hoje contra o Maio.
A engatinhar com novas equipas técnicas, o Sagrada Esperança e o Clube Recreativo da Caála (CRC) têm um duelo capaz de ser decisivo, pelo menos para ver, já agora, qual dos dois está a reagir melhor as mexidas no comando técnico. A jogar em casa, 15h00, no Dundo, os diamantíferos vão tentar voltar a brilhar perante os seus adeptos, triunfar na sua zona de conforto é a ambição do Sagrada, mas o CRC está com enorme vontade de andar, na última jornada arrancou à ferro uma vitória com um golo que merecia correr o mundo, o marcador ajoelhou antes de cabecear, por isso está moralizado para lucrar no Dundo.
O jogo Progresso Sambizanga - Interclube mudou de palco, vai ser no 22 de Junho, casa dos polícias, mas é como se nada de \"anormal\" estivesse a acontecer, porque o mais importante não muda, a obrigação dos contendores de mostrarem acções próprias de quem está sedento de pontos.
Incapaz de esconder as questões de bastidores que estão a impedir que haja Progresso no campeonato, a direcção do clube optou por tapar o sol com a peneira para tentar provar que a corda rebentou do lado mais fraco, agora os sambilas, sem o demitido técnico Kito Ribeiro, vão tentar se dar bem no dérbi diante dos polícias, que demoraram a reagir depois da troca de treinadores.
Já com conhecimento do resultado do Libolo, o Desportivo da Huíla vai tentar amanhã manter o foco no dever caseiro, que tem feito muito bem no campeonato, para voltar a ganhar. O moralizado Cuando Cubango FC é um osso duro de doer, mas quando o árbitro soar o apito pela primeira vez, às 15h30, quem estiver no estádio do Ferrovia é capaz de testemunhar o habitual rolo compressor do Desportivo da Huíla. É verdade que os 3 pontos podem não chegar para ultrapassar o Libolo, mas vai dar para igualar a Académica.
O Ferrovia do Huambo - Santa Rita de Cássia aparenta ser o jogo mais equilibrado previsto para amanhã, a jogar no campo que leva o seu nome, o primodivisionário vai tentar se gastar todo para somar os 3 pontos. Os católicos são lanterna vermelha com menos 3 pontos que o adversário, mas a única certeza que eles têm é que quando o jogo começar às 15h00, todos os olhares vão estar no Ferrovia, realmente a equipa do Huambo tem sido mais regular, tem  futebol mais vistoso, por conseguinte, é favorito.
O Wiliete de Benguela - FC Bravos do Maquis é o último a começar no domingo, 16h00, no Ombaka, mas tem tudo para ser um jogo de encher os olhos ainda mais porque o Wiliete tem feito uma boa pontuação em casa. É também por esse motivo que os maquisardes vão fazer pela vida, para impedir que o primodivisionário prolongue o seu estado de graça caseiro. Os maquisardes têm um ponto a mais, muito pouco para serem um adversário temível para o moralizado Wiliete de Benguela.