Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Leo faminto em risco de desistncia

Joaquim Suami|Cabinda - 09 de Janeiro, 2020

O Sporting de Cabinda corre o risco de não terminar o Girabola Zap e sentir a \"mão pesada\" da FAF, caso não marque presença, de forma consecutiva, nos desafios fora de casa, referentes à 2ª volta da referida competição. De acordo uma fonte da direcção dos leões do Norte, o clube enfrenta enorme dificuldades financeiras para competir no campeonato nacional e na Taça de Angola. Segundo o nosso interlocutor, antes do Natal, a direcção do clube reuniu com o governador Marcos Alexandre Nhunga, que prometeu ajudar a agremiação verde e branca, porém, até à presente data nada caiu na conta. O dirigente referiu que a equipa não está a treinar, porque a maior parte dos jogadores viajaram para as suas províncias, para passarem a quadra festiva com as famílias e estão retidos em Luanda, por falta de dinheiro para a compra dos bilhetes de regresso para Cabinda. \"Temos 16 atletas retidos em Luanda por falta de dinheiro, para a direcção comprar os seus bilhetes de regresso. O clube está sem dinheiro para suportar as despesas com os bilhetes dos jogadores que dão o seu máximo em campo, para alegrar os sócios, adeptos e a própria população de Cabinda\", lamentou.
Referiu que os restantes jogadores que se encontram na província, \"ainda não começaram a treinar com vista aos jogos da 2ª volta do Girabola e da Taça de Angola, por falta de condições técnicas e administrativas\", acentuou. Acrescentou que o Sporting não tem verba para a criação de condições logísticas, a fim de alimentar os jogadores e os membros da equipa técnica. Sublinhou que a Angolisar, uma empresa que vende a grosso vários produtos alimentícios que patrocinava o clube em 200 mil kwanzas para compra de bens alimentares, deixou de fazê-lo e os membros da direcção não sabem onde recorrerem para cobrir a situação. \"Muitas das vezes o dinheiro sai do bolso dos dirigentes para alimentar os jogadores e a equipa técnica. As empresas locais não ajudam o Sporting, a única que ajuda às vezes é o Porto de Cabinda. Estamos preocupados com a situação, porque corremos o risco de sermos desqualificados\", esclareceu e acrescentou que \"as pessoas só criticam que somos maus gestores, mas não sabem o que passamos para manter o clube a competir no Girabola/Zap\", salientou.