Jornal dos Desportos

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Girabola

Libolo quebra tabu

Silvino Fortuna, em Calulo - 20 de Fevereiro, 2017

Tetracampeão consegue segunda vitória na 39ª edição do Campeonato Nacional e co-lidera a competição com o Kabuscorp do Palanca

Fotografia: Kindala Manuel

A solução da vitória do Recreativo do Libolo sobre o Petro de Luanda no clássico da jornada, por 1-0, a primeira no Girabola Zap desde que o tetracampeão disputa a competição, saiu do "banco". O avançado Paizinho e o médio Hélio Roque, este último viria ser expulso por agressão ao lateral Mira, levaram para o relvado do estádio de Calulo a fórmula que permitiu aos libolenses somarem mais três pontos.

Se durante 80 minutos, os restantes companheiros e adversários não tinham imaginação para violar a baliza adversária, Paizinho e Hélio Roque precisaram apenas de 17 e 14´, para resolverem a situação. Ou seja, aos 82´, o antigo avançado do Caála, contratado este ano pelo Libolo, aproveitou uma defesa incompleta do guarda redes Gerson  para marcar o único golo da partida.

O Libolo foi a equipa que mais disposição demonstrou para visar a baliza contrária. Aos 4´, Viet, depois de passar por dois adversários, rematou ao lado da baliza contrária. O mesmo jogador, depois correr isolado cerca 40 metros, chutou à figura do guarda-redes do Perto de Luanda.

Avisado, o Petro despertou e comandou o jogo cerca 10 minutos. Neste período, depois de um pontapé de canto, Manguxi, aos 14´, estremeceu o travessão da baliza do Libolo, num cabeceamento quase perfeito. Dois minutos depois, o mesmo jogador fez a bola rasar à baliza de Ricardo Baptista, na consequência de um livre directo.

O jogo continuou com jogadas rápidas e de bom nível. E nesta toada, Sidnei quase marcou.  Depois foi a vez de Job, de forma escandalosa, não ter conseguido dar bom seguimento a uma jogada rápida do ataque do Petro, atirando a bola muito próximo da baliza do Recreativo do Libolo, aos 21´.
O segundo tempo foi de baixa qualidade, pois no primeiro jogou-se um futebol bastante intenso, fluido e alegre. Foi bastante físico e lento, o que contagiou o público que encheu o estádio de Calulo, até que numa jogada quase inofensivo Paizinho, empurrou uma sobra da bola que Gelson não conteve.

Com o golo sofrido, o Petro de Luanda foi por cima do Libolo, porém fazia mas com o coração do que com a cabeça, o que permitiu ao tetracampeão segurar a vantagem no marcador até ao apito final do árbitro António Dungula. 

DECLARAÇÕES DOS TÉCNICOS
"Vitória justa"


"Penso que foi um bom jogo, diante de um adversário que esteve muito bem, e do outro lado um excelente treinador (Beto Bianchi), mas conseguimos implementar o nosso plano de jogo. Penso que na primeira parte já devíamos estar a vencer. Penso que foi uma vitória justa, do querer e do trabalho. As tradições por vezes são quebradas e isso faz com que a renovação que estamos a fazer no plantel seja mais tranquila e este é um aspecto importante. Estamos numa fase inicial do campeonato".
Carlos Vaz Pinto (Libolo)

"Controlámos
 o jogo"

"Tivemos o controlo do jogo. Viemos (a Calulo) para ganhar.
O nosso sistema de jogo foi de três defesas e quando tivemos o controlo de jogo, infelizmente a defesa não esteve muito atenta e o Libolo marcou o golo. A nossa intenção era clara de vencer o jogo. Não levo muito em conta o facto do Libolo vencer, esteve aqui um Petro atento e valente, mas não tivemos sorte, porque a única vez que teve oportunidade o Libolo marcou".
Beto Bianchi (Petro)