Jornal dos Desportos

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Girabola

Lobitangas afinam estratgias para enfrentar militares

Jlio Gaiano, em Benguela - 12 de Dezembro, 2019

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

A Académica do Lobito defronta, no domingo, a partir das 17h00, no estádio 11 de Novembro, o 1º de Agosto, em partida de acerto à 13ª jornada do Girabola Zap 2019/2020. A estratégia está a ser montada pela equipa técnica liderada pelo professor Águas Zeca da Silva que, apesar do peso do adversário, manifesta-se confiante na conquista de um resultado, que satisfaça os interesses do grémio.
Há duas jornadas que os estudantes lobitangas remeteram-se a um interregno forçado, tudo porque os adversários que deveriam defrontar nas jornadas 13 (1º de Agosto) e 14 (Petro de Luanda) entenderam adiar a contenda, sob pretexto de actuarem nas Afrotaças. Ou seja, relegaram os jogos do Girabola Zap para melhor prepararem os referidos jogos. O pretenso adiamento retirou a capacidade competitiva das nossas equipas (1º de Agosto e Petro) na Liga dos Campeões de Africanos. Em duas partidas disputadas, cada uma delas somou uma derrota “extramuros” e um empate caseiro, transformando-lhes nas piores dos seus respectivos grupos.
Atento a este pormenor técnico, o professor Águas da Silva e companheiros, esboçam estratégias e tácticas para, no domingo à tarde, atacar em força a armada militar que, diga-se de passagem, nos últimos jogos aparenta-se cansada e com soluções limitadas. Aliás, os resultados obtidos tanto nas Afrotaças como no Girabola Zap provaram isso mesmo.
A situação já está a ser motivos de preocupação da direcção, que (comenta-se à boca pequena) começa a questionar a competência técnica do treinador principal e de alguns jogadores considerados chaves na manobra da colectividade.
Relatos que chegam da agremiação militar dão conta de alguma agitação. Fala-se mesmo da vitimização de alguns jogadores que, na óptica de alguns dirigentes do grémio tetracampeão, há muito deveriam deixar de fazer parte do “onze” inicial, uma ideia não partilhada pelos membros da equipa técnica que, apesar das “borradas”, insiste mantê-los na equipa principal.
A Académica do Lobito pode tirar proveito da desvantagem psicológica dos militares para facturar. Afinal, o adversário está fragilizado e, dificilmente, pode recuperar-se da  queda emocional competitiva. Por isso, como diz o ditado da terra: “o momento é este para atacar o touro pelos cornos”. A estratégia está a ser montada e, ao que tudo indica, os estudantes prometem provar isso mesmo diante dos militares em pleno 11 de Novembro. 
Mesmo sem jogar nas duas últimas jornadas, a formação lobitanga mantém-se na 3ª posição, com 25 pontos. Em caso de triunfo, na deslocação à cidade capital, chega aos 28 pontos e encosta-se ao Petro de Luanda (2º/29 pontos), seu adversário da próxima quarta-feira, 18, no estádio nacional de Ombaka, em Benguela, em partida de acerto à 14ª  jornada da compita.