Jornal dos Desportos

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Girabola

Lus Nunes garante apoio para o Desportivo

Benigno Narciso, no Lubango - 17 de Novembro, 2018

Governador vai minimizar problemas do representante da regio no Girabola Zap

Fotografia: Aro Martins | Edies Novembro

O governador provincial da Huíla, Luís da Fonseca Nunes, garantiu há dias, na cidade do Lubango, prestar apoio ao Desportivo da Huíla, de modos a minimizar as dificuldades decorrentes das limitações financeiras, que afectam a formação huilana na sua participação no Girabola Zap 2018/2019.
O governante, que não especificou o género de apoios, se serão financeiros ou materiais, advogou que “a gente tem que dar força a nossa equipa da terra”. Ao responder a pergunta sobre se a sua presença no estádio do Ferroviário da Huíla, onde assistiu ao desafio entre o Desportivo e o FC Bravos do Maquis, válido para a primeira jornada do Girabola Zap, seria o prenúncio de apoios ao clube huilano, Luís da Fonseca Nunes respondeu de forma categórica.“Sim, senhor. Mas não será só apoio para o Desportivo, mas sim para o desporto no geral”, disse. Garantiu, que decorre, actualmente, um trabalho de levantamento sobre o estado actual do Estádio Nacional da Tundavala, com vista a se identificar a melhor forma de intervenção, para a implantação da relva e políticas de manutenção, gestão da infra-estrutura e rentabilização. “Estamos a fazer um levantamento, depois veremos o que se irá fazer”, disse.
Na ocasião, o administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, reforçou que da parte da instituição que dirige, haverá apoio institucional e todo o suporte que estiver ao alcance, para o único representante da província na maior competição futebolística do país.
“De forma institucional daremos sempre todo o nosso apoio, daquilo que estiver ao nosso alcance apoiaremos o Desportivo da Huíla, porque é a equipa de todos nós”, assegurou o administrador. Apontou para a necessidade de se trabalhar, para que o clube angarie mais sócios, pois defende que unidos haverá maior coesão e soluções.“Vamos trabalhar para que o clube tenha mais sócios, porque unidos somos mais fortes”, apontou.Considerou, que o resultado da equipa no primeiro jogo em casa, diante do FC Bravos do Maquis, empate a uma bola, para a primeira jornada do Girabola Zap 2018/2019, constitui um mal menor, por se ter tratado do desafio inaugural da competição.
Contudo, defendeu a necessidade de se implementar a máxima, segundo a qual, \"em casa mandamos nós\", e por isso a obrigação de o conjunto às ordens de Mário Soares vencer os desafios a serem realizados no estádio do Ferroviário. “O resultado é um mal menor. Foi um empate, estamos a começar. Mas temos que começar a implementar a velha máxima, de que em casa mandamos nós”, completou.


JOGOS DE CONTROLO
Militares da Região Sul  remedeiam situação


A falta de adversários de alta competição na província da Huíla e a incapacidade financeira, para a realização de um estágio pré-competitivo fora da província, que pudesse elevar os níveis durante o interregno que o Girabola Zap 2018/2019 regista, sujeita o Desportivo da Huíla a realizar, como única alternativa, jogos de controlo diante de equipas amadoras do Girabairro do Lubango, para rodagem competitiva.
O técnico da formação afecta à Região Militar Sul, Mário Soares, que manifestou grande preocupação, referiu que a situação em muito penaliza a equipa, que sem ritmo e jogos de controlo, acusou essa debilidade e consentiu empate a uma bola na jornada de estreia, em casa, a uma bola, diante do FC Bravos do Maquis, e perdeu por 2-0 na segunda, em Luanda, frente o 1º de Agosto.
Indicou que a penalização sobre a equipa agrava-se, pelo facto de também já não ter realizado qualquer jogo de controlo durante a pré-época. Esse contratempo, acrescentou Mário Soares, obrigou a utilizar os desafios das duas primeiras jornadas do Girabola Zap como os dois primeiros jogos pré-competitivos da época.
“Sem jogos de controlo, para quem vai à alta competição, numa prova como o Girabola Zap, fica tudo mais difícil. E nós, infelizmente, estamos nessa situação. Não realizámos nenhum jogo de controlo e, por isso, vamos cumprir a fase pré-competitiva dentro da prova. É assim que os jogos das duas primeiras jornadas do Girabola Zap, foram os dois primeiros jogos pré-competitivos do Desportiva nessa época”, disse.
Na busca de soluções para tentar fazer face a situação, sem nunca cruzar os braços e ciente de que a resolução encontrada se afigura de longe insuficiente, Mário Soares submete a equipa a jogos diante de formações do Girabairro. A meta, de acordo com o técnico, passa por disputar quatro jogos até antes do regresso da prova, em que recebe em casa, no estádio do Ferroviário da Huíla, o Kabuscorp do Palanca, para a terceira jornada.
“Resta-nos as equipas do Girabairro. Esperamos fazer três jogos e mais um na semana que retomar o Girabola Zap e entrar na terceira jornada com quatro jogos, apesar de não terem a réplica competitiva que a gente pretendia.