Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Luvumbo e Libero fies aos lobitangas

Jlio Gaiano, em Benguela - 03 de Agosto, 2019

Na estreia da compita, cujo arranque oficial est aprazado para 16 do corrente, vai receber no dia 18 do mesmo ms, a Acadmica do Lobito, no Estdio municipal Edelfride Costa Miau.

O médio-ala Márcio Luvambo e o central Libero Pereira, ao contrário do que se ventilou nos bastidores, não vão trocar a Académica do Lobito pelo 1º de Maio. Os dois futebolistas mantêm fidelidade ao grémio lobitanga, para a frustração da manifesta apetência dos familiares, adeptos e associados da formação proletária. “Estamos bem aqui (na Académica do Lobito), por isso, não vemos motivos para sair do clube, por enquanto, pois como disse,  tudo corre bem”, confidenciou Márcio Luvambo ao Jornal dos Desportos, para quem não constitui verdade as informações que davam como certo o regresso à colectividade encarnada, justamente, nesta fase alta da sua carreira futebolística. “Confesso que tenho grande estima e respeito pela direcção e apoiantes do 1º de Maio, mas é preciso entender que somos profissionais e numa fase como esta, precisamos de consolidar a nossa posição,  aí onde nos sentimos bem. Não quer dizer que fechamos as portas para o clube que nos formou, antes pelo contrário. Hoje, estamos aqui, amanhã, quem sabe, voltaremos a casa. Pode não ser como atleta, mas noutras funções. Afinal, somos do sangue proletário e como diz o ditado, ‘os bons filhos, à casa tornam’. Acredito que esse dia não vai tardar, chegará”, admitiu o camisola 7 da Académica. O mesmo pensamento tem o central Libero Pereira, para quem o 1º de Maio é uma escola de virtudes, pelo que tudo que têm feito em prol do futebol nacional, é o produto daí colhido. “Infelizmente, as coisas não são tão lineares como se cogita. Corroboro em tudo que ele disse (referia-se a Márcio). Espero que entendam a nossa posição, pois, estamos apenas a servir o futebol e nada mais do que isso”, disse. 
No entender do central de marcação, o facto de estar ao serviço da Académica do Lobito, não deve ser interpretado pelos adeptos do 1º de Maio de Benguela, como um virar as costas aos interesses do clube benguelense. “É uma questão de consciência e no fundo, exercício de cidadania no que tange à manifestação desportiva,  no lato sentido da palavra. (…) ”, precisou o camisola 4. Nos últimos dias, corriam rumores que apontavam o regresso dos referidos atletas ao 1º de Maio de Benguela, que  ganharam consistência depois das declarações (mal-interpretadas, convenhamos) proferidas em conferência de imprensa pelo presidente do 1º de Maio de Benguela, Rui Araújo, por ocasião da decisão tomada pela FAF sobre o caso 1º de Maio (4) - Sporting de Benguela (3). No encontro que manteve com os jornalistas, Rui Araújo garantiu estar em negociações avançadas com alguns jogadores que se identificam com a causa proletária, por isso manifestou  o interesse de representar o clube no Girabola Zap 2019/2020,  que gerou  especulações à volta de um possível retorno dos referidos atletas, por sinal, bastantes queridos pelos apoiantes do futebol benguelense.

TÉCNICO DOS ESTUDANTES
Águas da Silva minimiza
desenlace

O técnico da Académica do Lobito, Águas Zeca da Silva, por sinal produto da escola proletária, considerou normal e interessante o clamor dos adeptos do 1º de Maio de Benguela pelo regresso de Márcio Luvambo e Libero Pereira ao clube que os formou. Todavia, reconhece tratar-se de assunto delicado, por que tudo passa de concertações de ideias entre as partes, entre a direcção do clube e os referidos atletas. “É um assunto que não se deve tratar de ânimo leve. Entendo a preocupação dos adeptos, mas não esqueçamos que são profissionais e precisam de se afirmarem como tal. Cabe à sociedade empresarial benguelense juntar-se ao esforço empreendido pela direcção do 1º de Maio, para potenciar a equipa principal com jogadores do nível desejado pelos adeptos, caso contrário, é difícil tê-los no clube”, aferiu. O técnico da Académica do Lobito considerou tratar-se de um facto comum, um jogador formado num clube terminar a carreira numa outra agremiação desportiva. “Todos gostaríamos de terminar a nossa carreira ali onde nos formamos e nos tornamos homens. Infelizmente, as coisas não acontecem como desejamos, inúmeros factores interferem na nossa vida profissional e buscamos novos horizontes. É a dialéctica da vida. Hoje, estamos aqui, ontem, já estivemos noutros lugares, e amanhã só Deus sabe”, contou. O 1º de Maio de Benguela regressou ao Girabola Zap2019/2020, depois de “vegetar” na Segundona, por uma temporada. Na estreia da compita, cujo arranque oficial está aprazado para 16 do corrente, vai receber  no dia 18 do mesmo mês, a Académica do Lobito, no Estádio municipal Edelfride Costa “Miau”.