Jornal dos Desportos

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Girabola

Mabululu "salva" tarde de falhanos

Jorge Neto - 28 de Janeiro, 2019

Os agostinos entraram a pressionar o ltimo reduto dos visitantes e quase inauguraram o marcador

Fotografia: Edies Novembro

Num desafio onde só deu 1º de Agosto a vitória por 1-0 soube a pouco, devido ao número de oportunidades desperdiçadas, atenuadas somente pelo golo de Mabululu, no segundo tempo, feito este efusivamente aplaudido pelos adeptos, vendo  os militares  a regressarem aos triunfo dois jogos depois.
Os agostinos entraram a pressionar o último reduto dos visitantes e quase inauguraram o marcador antes do décimo minuto, mas as \"cabeçadas\" de Mabululu e Mingo Bile levaram uma direcção indesejada. O jogo só dava para a equipa da casa que queria chegar ao golo o mais cedo possível.
Aos poucos os visitantes acreditaram e subiram mais no terreno, causando algumas situações de perigo para a zona defensiva dos tricampeões que sentiam dificuldades em travar o adversário quando este imprimia velocidade ao seu ataque. A formação do Cuando Cubango apresentou-se bem organizada na defesa e deste modo conseguia tapar os caminhos para a sua baliza.
Os rubro e negro sentiam a responsabilidade para abordaram o jogo de forma mais tranquila, pois, estavam pressionados pelo resultado vitorioso dos seus adversárias directos no dia anterior. Com o passar do tempo os pupilos do técnico sérvio Dragan Jovic acusaram ansiedade e tentaram marcar de todas as formas possíveis, mas os remates dentro e fora da área, os cabeceamentos e mesmo com a baliza aberta falhavam o alvo.
Faltava cabeça fria e a eficácia na finalização, porque foram criadas várias oportunidades para ter uma vantagem tranquila, mas os avançados demonstravam um autêntico divórcio com as balizas defendida por Defesa.
O nulo levou as duas equipas ao intervalo, com um sabor amargo para os militares, enquanto do lado dos pupilos de Abel da Conceição era mais um factor de auto-motivação. Faltavam apenas quarenta e cinco minutos e sabiam que tinham de manter a consistência no sistema táctico que trouxeram para contrapor os objectivos do 1º de Agosto.
No segundo tempo, Dragan Jovic mexeu as suas peças e lançou Vanilson e Buá para alterar o quadro que se assistia e a equipa voltou a \"entrar com tudo\", e depois de tanto tentar o golo chegou através de uma cabeçada de Mabululu aos 55´. No perigo seguinte Buá mandou a bola \"beijar\" o poste. Depois disso, o excesso de individualismo de Nelson da Luz evitou com que os militares aumentassem a vantagem quando tinha apenas que servir Mongo.
O 1º de Agosto continuou a atacar,  Buá e Vanilson foram derrubados na grande área, o árbitro nada assinalou. Os militares geriram o jogo como queriam e regressaram aos triunfos dois jogos depois, embora nos minutos finais Tony Cabaça foi incomodado com remates de livre directos, mas sem levar a direcção desejada.
O trabalho da equipa de arbitragem pecou apenas por não ter sancionado uma grande penalidade aos 80´, devido ao derrube de Buá na grande área da formação do Cuando Cubango, o mesmo acontecendo com Vanilson aos 88´, manchando a sua actuação. Num desafio que se previa sem grandes problemas o juiz Venâncio Mulunda, de facto esteve bem até ao momento que deixou passar em branco o castigo máximo.

DECLARAÇÕES

"Não devíamos ter
sofrido para ganhar"
Ivo Traça(1º de agosto)

“Sofremos para ganhar o jogo mas não devíamos, criamos muitas oportunidades para marcar, felizmente marcamos um e conseguimos regressar às vitórias que era o nosso objectivo. O resultado devia ser um bocado mais volumoso, mas o que interessa são os três pontos e vamos pensar agora no jogo diante do Kabuscorp.”


"Nós Precisámos
de mais maturidade"
abel da conceição(c.cubango f.c)

“Foi um jogo que estava dentro das nossas previsões, conseguimos suportar a avalanche ofensiva do 1º de Agosto, mas falhamos num cruzamento que nos foi fatal. Estamos com uma equipa em formação e precisamos de mais maturidade e penso que vamos melhorar a cada jogo. Esta equipa não vai descer de divisão, eu prometo.”