Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Maio demite Lus Borges e aposta em Fusso Nkossi

20 de Outubro, 2009

vice-liderana e o mesmo nmero procura evitar a liguilha

Fotografia: Jornal dos Desportos

Disputada a penúltima jornada da maior prova futebolística nacional, o Girabola conhece o seu epílogo no próximo fim-de-semana. Com a decisão do título arrumada e com duas equipas já condenadas à liguilha, as atenções estão agora centradas na disputa do segundo lugar e na terceira formação a disputar a repescagem.
Os 90 minutos que faltam vão levar muita adrenalina às províncias de Luanda, Namíbe e Moxico. Curiosamente, três equipas disputam a vice-liderança, o mesmo número de formações que procuram, a todo o custo, evitar a próxima etapa da competição.
O Benfica, depois do brilharete que efectuou ao longo de toda a segunda volta, chegando mesmo a pressionar o Petro de Luanda na disputa pelo título, corre o risco de deitar o seu objectivo por terra. Se a águia não vencer, no estádio Joaquim Morães, o Desportivo da Huíla, equipa aflita para fugi da zona de despromoção, corre o risco de depender de terceiros e adiar o sonho de regressar às Afrotaças.
Quem também vai ter uma tarefa difícil é o Recreativo do Libolo. A formação do Kwanza-Sul para repetir a proeza de estar presente nas competições africanas, tem de suplantar a aguerrida agremiação do Kabuscorp. Uma missão que se pode considerar delicada para Mariano Barreto e seus pupilos.
A popular equipa do Palanca, que tem efectuado bons jogos em casa, tem obrigatoriamente que vencer o conjunto do Libolo, sob pena de completar o leque de equipas que vão disputar a liguilha. De resto, qualquer dessas equipas tem de vencer a todo custo para materializar os seus propósitos.
Por último, o 1º de Agosto é aquela que tem, à priori, a vida mais facilitada. Os militares vão receber em casa, os estudantes do Lobito, a primeira equipa relegada para a etapa complementar do Girabola. Mas para cumprirem a missão nesta batalha, dependem de terceiros. 
Portanto, apesar do título ter já o seu dono, a última jornada da maior prova futebolística nacional, ainda tem algum motivo de interesse e vai levar alguma emoção aos estádios e criar um certo suspence. 

1º de Maio demite Luís Borges

A direcção do 1º de Maio de Benguela demitiu, ontem, José Luís Borges do comando técnico da equipa, soube o "Jornal dos Desportos" de fonte do clube da rua Domingos do Ó.
Segundo a fonte do “JD”, o então técnico dos proletários de Benguela foi demitido por maus resultados, sendo substituído pelo antigo jogador e internacional dos Palancas Negras, Fusso Nkossi.
A equipa, que estava na corda bamba até à entrada da penúltima jornada, acabou por complicar a situação depois da derrota frente ao Maquis, que a colocou a disputar a “liguilha” para a continuidade no Campeonato Nacional de futebol da Primeira Divisão, Girabola.
A derrota de domingo também ditou praticamente a “sentença” de José Luís Borges, que assumiu os destinos da equipa ainda na primeira volta, quando o técnico luso João Almeida pediu demissão do cargo em função dos maus resultados da equipa.
Com esta demissão, elevou-se para 10 o número de técnicos que levaram “chicotadas psicológicas” esta época no Girabola. Trata-se de João Almeida e José Luís Borges (1º de Maio), Agostinho Tramagal (Benfica de Luanda), Viktor Bondarenko (1º de Agosto), Luís Mariano (Recreativo do Libolo), Marinho Peres (ASA); Augusto Inácio (Interclube), Afonso Konde (Kabuscorp), Rui Teixeira (Académica do Lobito) e Jorge Paixão (Recreativo da Caála).
Apenas Petro de Luanda, FC Bravos do Maquis, Desportivo da Huíla, Santos FC e Académica do Soyo não usaram a "chicotada psicológica".