Jornal dos Desportos

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Girabola

Maio e Maquis justificam empate

Julio Gaiano - 10 de Abril, 2017

Tanto os proletários como os maquisardes estiveram aquém do esperado pelos seus adeptos

Fotografia: Vigas da Purificação! Edições Novembro

As formações do 1º de Maio de Benguela e do FC Bravos do Maquis acordaram o empate, numa partida algo incaracterística que no fundo premiou o fraco desempenho futebolístico patenteado pelos contendores. A derrota para ambos ajustaria perfeitamente. O estádio municipal Edelfride Palhares da Costa “Miau” testemunhou a contenda referente à 9ª jornada.

Tanto os proletários como os maquisardes estiveram aquém do esperado. Jogaram mais a pensar com o coração do que com a cabeça. Tal se explica pela forma que se movimentavam em campo, num aparente ritmo de treino.

Os jogadores corriam pouco e, como senão bastasse, para além de rematarem pouco, deixavam-se desarmar com facilidade, o que irritava grandemente o público, que diante da situação que se criou, abandonou o estádio muito antes do apito final.

Ao contrário das vezes passadas, desta vez o professor Hélder Teixeira e companheiros deixaram o estádio sob os apupos dos adeptos que exigiam pelo seu afastamento imediato. Que a verdade se diga, a formação proletária apresentou-se mal e acabou por desperdiçar os três pontos que até estiveram a seu alcance. 

O adversário jogou com o tempo, cauteloso como se apresentou em campo, soube tirar proveito da situação para amealhar um ponto que o relança para a luta pelos melhores lugares da compita. Aliás, tal se viu como se manifestaram no fim da contenda. Foram os abraços aqui e acolá, ante o sentido envergonhado dos proletários e seus apoiantes.

A actuação da equipa de arbitragem liderada pela internacional Tânia Duarte, assistida por Adília Jeremias e Luísa Luhako foi positiva. Controlou o jogo e, inclusive, mostrou classe e determinação, aquando, no minuto 30, expulsou o técnico do Bravos do Maquis, Zeca Amaral. Por isso, mereceu da nossa parte nota 8.

MELHOR EM CAMPO
Miro na defesa
marcou diferença


As duas equipas só jogaram mesmo para o empate, mas, individualmente falando, o  defesa maquisarde Miro foi a unidade que mais se sobressaiu entre os demais que estiveram simplesmente mal. Cortou muitas linhas de passe do meio campo contrário que servia os seus dianteiros, ajudou a linha média da sua, marcando com isso uma  diferença pela qualidade do futebol patenteado.

 Está é uma boa razão para se dizer que ajudou a sua equipa arrancar o primeiro ponto na era do técnico Zeca Amaral. Em suma, é um jogador a ter-se em conta e que pode dar muito contributo na zona em que actua, principalmente diante de fortes adversários que o Maquis ainda tem nesta primeira volta e depois na segunda.

ARBITRAGEM
Tânia Duarda
em todos lances


Quem esteve ontem no Estádio Municipal Edelfride Palhares da Costa “Miau”, em Benguela, sobretudo os 3 mil espectadores, notou que a árbitra Tânia Duarda esteve em cima de todas as jogadas e as acções disciplinares que assinalou mostram que tem visão para ver advertir e mesmo punir. Esteve em sintonia com os seus assistente Adília Jeremias e Luísa Luhako. Razão porque o 4º Árbitro, Judite Mestre, não anotou falhas de relevo. As acções  disciplinares e com Cartolina amarela a Bernam aos 25’ e a expulsão do técnico  Zeca Amaral aos 30’ não merecem contestação.