Jornal dos Desportos

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Girabola

Maldição continua perseguir Sambilas

Avelino Umba - 26 de Setembro, 2016

Formação do Sambizanga desperdiça grande penalidade num jogo em que teve a oportunidade de regressar as vitórias

Fotografia: Vigas da Purificação

Quando o árbitro da partida assinalou para a marca da grande penalidade a favor do Progresso Sambizanga, a passagem do minuto 89, estavam criadas as condições para a equipa de Albano César regressar às vitórias e quebrar a onda de empates.

A verdade é que a maldição teima em perseguir os sambilas e a história repete-se. Já lá vão catorze jogos sem ganhar. Tusilo chamado a cobrar o castigo máximo, denunciou o lance e permitiu a defesa do guarda-redes Dadão para tristeza e desespero de todos aqueles que se identificam com as cores do clube.

É bem verdade  que antevia-se um jogo bastante complicado para formação caseira, pois, o adversário tem realizado boas exibições e feito resultados que lhe permitem respirar com algum alívio na tabela de classificação, mas a situação dos anfitriões requeria esforço suplementar o que não aconteceu.O Progresso, apesar de praticar bom futebol, criar situações de golo e em certos períodos do jogo deter a maior posse de bola, os  seus atletas continuam a não serem eficazes nos momentos cruciais. 

As duas equipas entraram determinantes com objectivo de vencer, mas foram os visitantes que apresentaram-se mais ousados criando alguns perigos por intermédio de Yamba Asha, Lelé e Vadinho que procuravam a todo o custo inaugurar  o marcador, mas com remates frouxos e alguns sem direcção certa.

A equipa da casa, ainda tentou impor o seu futebol já que jogava no seu reduto com o apoio do seu público, mas das poucas jogadas mais vistosas, aconteceu  apenas na passagem do minuto 35 na transformação de um ponta pé de canto com Luís Tati a rematar a bola por cima da baliza de Dadão. No regresso ao relvado, após os merecido descanso,  o Progresso entrou melhor e passou a ter maior posse, domínio da bola e a jogar mais vezes no meio campo contrário com a Caála a encontrar muitas dificuldades para jogar de forma organizada e só depois,  30 minutos incomodou o adversário.

Aos 89' quando alguns adeptos da equipa da casa já conformados com o empate nulo, Lunguinha é carregado na grande área por um contrário e a árbitra da partida, Tânia Duarte em cima da jogada, não teve qualquer dúvida em assinalar castigo máximo. uma arbitragem composta apenas pela classe feminina, chefiada por Tania Duarte da província da Huíla que não mereceu qualquer contesta  pelos adeptos que estavam presentes no Estádio da Cidadela.

Declarações dos técnicos

Albano César Progresso“Resultado preocupante” "Foi mais um resultado incómodo e não sabemos até que ponto  vamos manter nesta e acertarmos, pois, temos tido possibilidades de ganhar, mas não acontece. É bastante preocupante para nós, mas vamos continuar a fazer o nosso trabalho de forma a ultrapassarmos esta onda de resultado nada abonatórios, resultante de má finalização, porquanto a equipa tem estado a jogar bem, mas peca na hora do golo"

Alberto Cardeau(CR Caála)“Objectivo era vitória”“As nossas previsões eram não perdermos. Entramos com muita intensidade atrás do golo que infelizmente não conseguimos. A equipa portou-se bem e é um ponto conquistado com muito sacrifício, embora o nosso objectivo era sair daqui com uma vitória. Queríamos três, saímos com um, mas a jogarmos como jogamos fora de casa, acho que foi um bom resultado, com agravante de termos apenas um ponta de lança”