Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Manos Karanga e T Carneiro robustecem o Petro

Valdia Kambata - 10 de Setembro, 2018

Os manos Karanga e T Carneiro, que na poca finda representaram o Interclube, e evidenciaram-se ao longo da primeira volta, como peas preponderantes na equipa orientada pelo demissionrios Paulo Torres

Fotografia: Dr

Os manos Karanga e Tó Carneiro, que na época finda representaram o Interclube, e evidenciaram-se ao longo da primeira volta, como peças preponderantes na equipa orientada pelo demissionários Paulo Torres, estão de saída do Rocha Pinto, assinaram pelo Petro de Luanda, por duas temporadas.
O médio ofensivo alinhou nos últimos quatro anos, de 2015 a 2018, na equipa da polícia, revelou em entrevista ao Jornal dos Desportos que deixa a formação da polícia, triste, pela forma como foi tratado, mas orgulhoso por cumprir com profissionalismo as suas obrigações como jogador. Karanga e o seu irmão, não disputaram qualquer jogo no último turno do campeonato nacional, por terem sido suspensos pela direcção do clube. O médio ofensivo disse estar magoado, pela forma como foi tratado, no momento da saída.
\"Depois de quatro épocas, a caminho da quinta, acho que devia ser tratado de forma diferente e não com desprezo, como aconteceu\", lamentou o jogador que se sente triste com os dirigentes, mas feliz, por tudo quanto fez, em prol do Interclube.
O atleta disse estar refeito do golpe, manifestou a intenção de sagrar-se campeão na sua nova equipa. Admitiu, que a troca do 22 de Junho pelo Catetão, visa conquistar um título com a camisola tricolor. Enalteceu a dimensão do Petro, equipa que luta sempre para vencer.
 \" O Petro de Luanda é uma grande equipa que almeja sempre ser campeão nacional, em todas as épocas. Como todo o jogador, tenho o sonho de ser campeão com este clube, que é grande e que exige muito dos jogadores\", destacou.
Revelou estar consciente do desafio que o espera, não apenas pelo estatuto dos petrolíferos no futebol nacional, acima de tudo, pelo facto da equipa do eixo - viário estar há dez anos sem vencer o campeonato nacional, inédito no histórico do clube.
\"Como jogador, o meu grande objectivo para estas duas épocas, é dar o meu melhor para ajudar a equipa a conquistar o campeonato, que foge ao clube há quase uma década, assim como, em todas as frentes em que estiver envolvido\", sublinhou.
Karanga reconheceu, que para atingir os objectivos que persegue, vai precisar de trabalhar bastante para convencer à equipa técnica. Contudo, promete dar o seu melhor, já que o plantel do Petro de Luanda é constituído por atletas de grande valia, e só jogam os melhores.
\" O Petro de Luanda tem grandes jogadores que respeito muito, mas para alcançar o que ambiciono, terei mesmo de trabalhar muito, para estar sempre entre os seleccionados\", disse confiante nas suas capacidade e vontade de vencer.

\"Sempre almejei jogar nesta equipa\"

O lateral esquerdo, Tó Carneiro, afirmou estar motivado e preparado para representar o Petro de Luanda. Aos 22 anos de idade, o jogador espera corresponder com o estatuto de reforço e dar continuidade à carreira com a mesma entrega e dedicação.
Feliz, por representar um dos maiores clubes do país, o jovem atleta promete trabalhar para cumprir com às exigências da equipa técnica,  garante ser boa a perspectiva. Com a saída iminente de Mira e a possível troca de Edy Afonso, para a direita, espera brilhar com a camisola tricolor.
 \"As expectativas são enormes, afinal de contas, é o Petro de Luanda um dos maiores clubes do país. Devo confessar, que sempre almejei jogar nesta grande equipa\", salientou.
Tal como o irmão mais velho, To Carneiro almeja conquistar o maior número de títulos, com a camisola da sua nova equipa. \" Vou para este clube com a intenção de ganhar muitas coisas, inclusive, um título do Girabola e Taça de Angola\", perspectivou.
Em relação à conturbada saída da equipa da polícia, o atleta formado  na escola do Petro do Huambo, não guarda nenhum rancor, corrobora com o irmão de que mereciam mais consideração.  \" A época finda era para ser de sonho\", admitiu.
\"Tracei, como meta, fazer todos os jogos do campeonato, infelizmente, não aconteceu como desejado. Mas quero agradecer ao Interclube, por me dar oportunidade e condições necessárias para o meu bom desempenho,  confesso que foi muito bom ter jogado num clube como o Interclube\", enalteceu.

"Precisamos
de um novo
autocarro"


Adriano Lopes avançou, que para fazer frente aos compromissos do recém terminado Girabola, a equipa teve de utilizar algum equipamento de recurso. Disse, que isto sucedeu, pelo facto do material desportivo encomendado em 2016, no valor de 39 mil euros, a partir de Portugal, não ter sido levantado devido às dificuldades e limitações conjunturais.
“Utilizamos o equipamento que estava em stock, para fazer frente aos compromissos da época finda. Encomendamos à confecção de equipamento, em Portugal, no valor de 39 mil euros no ano transacto, devido à dificuldades de ordem conjuntural, até agora, não conseguimos o levantamento deste material”, precisou.
Prosseguiu, que outra dificuldade prende-se com a falta de meio de transporte para a equipa, e  a direcção está sem fontes para a obtenção de 19 milhões de kwanzas, valor orçado por um autocarro no mercado. Acrescentou, que o actual existe há dez anos, tem bastantes limitações técnicas e já não faz viagens de longo curso.
“Um dos grandes calcanhares de Aquiles, é a falta de autocarro para a equipa. Temos um, que  anda connosco, praticamente há 10 anos, tem já as suas limitações técnicas, tanto mais que já não faz viagens de longo curso. Há demarches no sentido de termos um meio rolante, capaz de transportar os nossos atletas”, lamentou.
Explicou, que do levantamento feito no mercado local, "estivemos a sondar, ronda 19 milhões de kwanzas. Este, é um pormenor que muito preocupa, termos um meio rolante ao nível do CDH para os atletas”, clamou por apoios e sensibilidades das pessoas.
Apelou, por isso, neste sentido, que o clube está receptivo ao apoio de instituições públicas ou privadas, que possam por iniciativa própria, solucionar, não necessariamente com montante financeiro, mas material.