Jornal dos Desportos

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Girabola

Maquis procura reforços de fora

Daniel Melgas - Luena - 14 de Novembro, 2016

Equipa recebe jogadores que estão em planteis da primeira divisão

Fotografia: Kindala Manuel

O presidente do FC Bravos do Maquis,  Augusto Emanuel José Quitadica “Docas”, disse ao Jornal dos Desportos que é pretensão do clube formar uma equipa competitiva e temível, com a aquisição de três jogadores angolanos que actuam nos campeonatos da segunda divisão portuguesa e um no Brasil, para se juntarem ao grosso que lutou na subida de divisão. Qualificou-se com 18 pontos em nove jogos, cinco vitórias, três empates e nenhuma derrota.

“Administrativamente estamos a trabalhar na aquisição de novos atletas. Temos contactos com atletas nacionais que actuam em Portugal (3) e Brasil (1)”, confirmou e passou a  detalhar que o clube vai contar com 34  por cento dos jogadores jovens, oriundos da formação e o regresso de outros que foram emprestados. Entre esses, Manuel Docas destacou  Chole que representou o Kabuscorp do Palanca, Bruno (Interclube), os moçambicanos Miro (ASA) e Josemar, no Costa do Sol do seu país que devem regressar a Angola no início de Dezembro.
 
“Vamos buscar jogadores que estão nas equipas da primeira divisão do nosso campeonato principal. Temos jogadores de sobra. Escolheremos os 25 que constituirão  a equipa no próximo ano”, assegurou para depois sublinhar as actuais prioridades.“Estamos focados na aquisição de material desportivo, com a estampa do logotipo do novo patrocinador. Vamos fazer um bom campeonato com um plantel forte, pronto a lutar contra outras equipas. A estratégia é manter-se na oitava posição”, acrescentou.

PRÉ- ÉPOCA

O presidente do Bravos do Maquis, Augusto Emanuel José Quitadica “Docas”, depois de ver a equipa principal de futebol do clube a dominar e  vencer a série B, com um total de 18 pontos, e regressar ao Girabola de 2017, pretende antecipar a preparação da época pré-futebolística, que inicia entre os dias 10 a 15 de Dezembro.Docas disse que a preparação começa no Luena, com a duração de 20 dias e termina em Benguela, após 25 dias, com o pensamento de colocar a equipa entre as oito melhores do Girabola de 2017.

A escolha de Benguela para o estágio pré-competitivo,  deve -se ao facto de existir na região sul uma quantidade considerável de equipas que podem competir com o Maquis, e dar mais consistência competitiva, à semelhança do que aconteceu na penúltima época.Assegurou a existência de condições humanas e financeiras, para que nos dias 10 a 15, todos os jogadores pretendidos estejam reunidos no Luena e iniciar a campanha de formatação de uma equipa competitiva, coesa, forte e lutar de igual com qualquer adversário do próximo Girabola.

SUSTENTAÇÃO
Equipa tem patrocínio desde “longa data”


Depois de perder o patrocínio da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (CSS/FAA), por alegada crise financeira, que  contribuiu para a descida de divisão da equipa do Moxico, a direcção do FC Bravos do Maquis atraiu um novo patrocinador para sustentar a equipa por tempo indeterminado.

Trata-se da Fundação Brilhante, do grupo Sodiam, uma concessionária da ENDIAMA que apesar de não ter assinado ainda um contrato de trabalho, o presidente da direcção do Maquis, Manuel Docas, garantiu a este jornal que a aliança com o novo patrocinador é de tempo indeterminado. 
“Estamos a ser patrocinados pela Fundação Brilhante, do Grupo da Sodiam. Vamos assinar um memorando de patrocínio ilimitado. Começamos agora, em 2016, e vai continuar", disse.


"Este ano, o patrocínio foi declarado ao meio da época desportiva, e causou alguns constrangimentos de programação. Pensamos que no próximo ano terá efectivamente eficácia".“Temos dívidas por pagar, mesmo deste ano, com os jogadores e funcionários administrativos. Temos por pagar, quatro ou cinco meses, e os restantes foram pagos paulatina e aleatoriamente”.

Docas não esqueceu o passivo de 2015. “Temos dividas de 2015 para com jogadores nacionais e estrangeiros, mas a direcção da patrocinadora garante que  liquidar as dívidas herdadas, que tem com os jogadores e  terceiros. Esperamos que isso aconteça, porque não é bom termos dividas. É necessário sanar o passivo e fixar os pés no chão”, acrescentou.“O nosso presidente da Mesa da Assembleia está a envidar esforços no sentido de contactar o patrocinador,  para de uma vez por todas, acabar com a questão dos passivos”.                    

MELHORIAS
Gestão transparente na agenda do presidente

Nas épocas anteriores, o Maquis gastava em contratações, entre quatro a cinco milhões de dólares norte-americanos, num universo de 30 jogadores, extensivo à equipa técnica, agora, o  presidente do FC Bravos do Maquis, reiterou a necessidade de praticar uma gestão transparente da coisa pública, face ao momento económico menos bom que o país atravessa.

A transparência leva a equipa do Moxico a contratar jogadores sem assinaturas de “luvas”, porque é um pressuposto que consome muito dinheiro aos cofres dos clubes. O dirigente adiantou que o Bravos do Maquis, em função do orçamento que recebe que ronda entre metade do que já geria anteriormente, os jogadores que representarem a equipa passam a ter salários e prémios de jogos, sem os pagamentos de contratos ou de luvas.

“Faremos contenção de despesas. Actualmente, as equipas têm despesa mínima por causa da crise. Antigamente, pagava-se luvas ou contratos que quase consumia metade do orçamento. Gastávamos quatro ou cinco milhões de dólares”, criticou. “Com a redução de receitas, vamos reajustar os salários e prémios de jogos. Não há assinatura de contratos”, reiterou o número um do cadeirão máximo do FC Bravos do Maquis.

“Buscaremos jogadores que querem jogar e que conhecem o momento económico que o país está a atravessar. Apostar mais na formação. Neste momento, temos 30 a 40  por cento de jogadores para equipa principal, saídos das camadas de formação”, reforçou para depois explicar as vantagens e desvantagens de realizarem-se pré-épocas no estrangeiro em detrimento do país.“Fazíamos a pré-época fora do país, por causa das facilidades financeira e competitivas. Conseguíamos jogos com equipas fortes fora do país. A única coisa difícil ou onerosa é o transporte, mas a alimentação e o alojamento ficava mais barato. No estrangeiro, cada refeição custava oito dólares, enquanto no país custava 20" , disse.

TREINADOR
Pintar confirmado no comando


O presidente do FC Bravos do Maquis, Augusto Emanuel José Quitadica “Docas”, disse ao Jornal dos Desportos, que “temos uma boa colaboração com o professor Pintar, trabalhou muito para pôr a equipa na primeira divisão, vamos dar um voto de confiança”.O dirigente sublinhou que João Pintar foi o principal obreiro do regresso da equipa ao Girabola, em que conseguiu cinco vitórias, três empates nenhuma derrota.

“Reforçaremos a equipa técnica com um técnico de guarda-redes, preparador físico, fisioterapeuta”, precisou Docas, que promoveu, igualmente, o ex - médio - trinco Ávalo, argentino de nacionalidade, para auxiliar de João Pintar da Silva, e  dentro de dias vai a Luanda frequentar um curso de treinador de nível “C”.“Estamos em contactos com os jogadores, os que estiverem interessados e formados pelo Maquis provavelmente voltam. Os que estiveram com alguns problemas não. Dos 100 por cento formados no clube, setenta voltam”, assegurou ainda a respeito dos jogadores emprestados.

MUNDUNDULENO
Estádio beneficia de restauração


Com a transmissão televisiva dos jogos do Girabola pela operadora Zap, o Estádio Mundunduleno do FC Bravos do Maquis passa a beneficiar de obras de restauro,  fixação de estruturas metálicas nas laterais do campo e nas traseiras das balizas, que vão permitir a fixação de câmaras de filmagem, para melhor captação de imagens.“Estamos a tratar da manutenção do Estádio. No próximo orçamento, a primazia é a manutenção. Estamos a trabalhar na questão da relva do campo do centro de estágio, e do Mundunduleno. Vamos melhorar o muro de vedação, a relva e os balneários, cujas obras já iniciaram e terminam em Fevereiro”.
                       
PREPARAÇÃO
Benguela eleita para a pré -época


O FC Bravos de Maquis do Moxico, um dos ascendentes à primeira divisão, começa a preparar a época 2017 em Dezembro, realiza o estágio pré-competitivo de 25 dias, na província de Benguela.O objectivo é proporcionar à equipa técnica, tempo de trabalho suficiente para que possa constituir o conjunto competitivo, coeso e “totalmente” rejuvenescido, a fim de lutar para  posicionar-se entre os oito melhores do próximo campeonato nacional de futebol da primeira divisão, Girabola2017, de acordo com o  presidente, Augusto Quitadica.

O dirigente referiu que os trabalhos iniciam entre 10 a 15 de Dezembro, no Luena, e depois seguem à Benguela, e quanto ao plantel não precisou nomes de eventuais reforços, adiantou  que a preferência recaía em angolanos que militam na diáspora, em campeonatos da segunda divisão, além de tentar outros, no país, com experiência em Girabola.

“Os jogadores estarão aqui (no Luena) até princípios de Dezembro para iniciar os trabalhos”, disse sem mais pormenores. Despromovido em 2015, o FC Bravos do Maquis dominou a série B de apuramento ao escalão principal do futebol nacional, com cinco vitórias e três empates em oito partidas, totalizou 18 pontos, que o possibilitaram regressar ao Girabola em 2017.