Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Maquis sente e sofre com a sada de titulares

21 de Junho, 2018

Na segunda volta maquisardes apareceram com grupo mais fragilizado

Fotografia: Jos Cola| Edies Novembro

O Bravos do Maquis, a atravessar uma das suas piores crises estruturais dos últimos três anos, arrisca-se, na próxima jornada  (18ª) do Girabola a encarar um adversário que pode precipitar ainda mais a queda alguns lugares na 13ª onde está neste momento.
A equipa vai defrontar no domingo o campeão 1º de Agosto, numa altura em que está ainda a ressentir-se da saída de jogadores influentes, como Jefferson (ex-capitão), Carlitos (lateral direito Carlitos), Chara, Eric Bokonga (médios) e o avançado Diawarra.
Este quinteto titular do Bravos do Maquis durante a primeira volta foi fundamental na turma orientada tecnicamente por Zeca Amaral, formação que está a passar por problemas financeiras desde o início do campeonato, causando consequentes atrasos salariais aos jogadores e pessoal administrativo. 
Os cinco jogadores constituíam o \"cérebro\" dos maquisardes, contratados este ano para ajudar a alcançar os objectivos do grémio “azul e branco” de terminar entre os sete melhores da prova.
Na sua própria página oficial do facebook, o clube informa que deixa de contar, na segunda volta do Girabola 2018, esses jogadores influentes do plantel  por dificuldades financeiras. 
Mais adiante justifica que, apesar das referidas saídas, a equipa técnica trabalha, arduamente, para manter as performances que visam conquistar pontos que habilitam a equipa a permanecer no Girabola. O FC Bravos do Maquis vive problemas financeiros desde de 2015, altura em que baixou de divisão, depois do antigo patrocinador, Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (CSS/FAA), desfazer-se de tais responsabilidades durante 11 anos.
Após a equipa do Moxico regressar em 2017 ao campeonato nacional, a SODIAM, subsidiária da ENDIAMA E.P, passou a assumir os encargos financeiros, entretanto, de forma irregular, segundo fonte do clube.  
Cinco milhões de dólares norte-americanos são precisos para o FC Bravos do Maquis, vencedor da Taça de Angola em futebol, em 2015, suportar todas as despesas no campeonato nacional.