Jornal dos Desportos

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Girabola

Mrio Calado reprova interregno longo

Paulo Caculo - 08 de Novembro, 2018

Treinador considera que paragens fere rendimento desportivo

Fotografia: Jos Cola| Edies Novembro

O treinador Mário Calado, campeão do Girabola 2005 ao serviço do Sagrada Esperança,  reprova o interregno que o Girabola Zap vai observar de duas semanas, em virtude dos compromissos da Selecção Nacional de honras, nas eliminatórias do CAN de 2019, nos Camarões, em que Angola defronta no dia 18, em Luanda, o Burkina Faso, desafio referente à quinta jornada do grupo I.De acordo com Mário Calado, os clubes, dirigentes, treinadores e demais agentes desportivos envolvidos no Girabola Zap deveriam analisar as consequências negativas desse procedimento, que considera prejudicar ao rendimento desportivo.
“A metodologia de treino, no período competitivo, desaconselha pausas prolongadas, a menos que haja lançamento de novos compêndios de algum escritor da FAF. Caso contrário, há o risco de retroceder o progresso das cargas e o rendimento desportivo ou forma desportiva”, disse.
O treinador condena o facto de termos herdado procedimentos negativos, impostos por outras culturas, em consequência da influência da presença de técnicos estrangeiros no nosso campeonato, que impõem paragem excessivas, ao contrário do que fazem nos seus países de origem.
“A FIFA calendarizou de uma forma taxativa os períodos de dispensa dos atletas para as selecções, que são de sete dias para dois jogos, domingo e quarta-feira,  e 15 dias para as fases finais. É bom, que se aplique isso, meus senhores. Vamos ajudar o futebol, fazendo as coisas certas”, acrescentou o ex-treinador do 1.º de Agosto, Sagrada Esperança, Santos FC e Progresso do Sambizanga.
O antigo seleccionador nacional garantiu que as consequências técnicas destas paragens, resultam, depois, do uso de métodos e meios de treino inapropriados, para o período em que as equipas não têm jogos.
“Os dirigentes brincam com o futebol, quando no mundo moderno é um dos principais sectores de negócio rentável e de prosperidade, contribui para o crescimento económico de um país. Continuamos no empirismo e estamos condenados à este estado. Não se deve avaliar o crescimentos futebol, com óptimos resultados de uma Selecção. Existem outras valências, mais relevantes”, destacou.