Jornal dos Desportos

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Girabola

Mrio Soares defende uniformizao

Benigno Narciso - Lubango - 02 de Março, 2017

Tcnico do Desportivo acredita que a medida permitir as equipas terem mais ritmo

Fotografia: Jornal dos Desportos

O técnico principal do Clube Desportivo da Huíla, defendeu a intervenção da Confederação Africana de Futebol (CAF), para uniformizar a calendarização das competições internas dos países filiados, de modo a conferir uniformidade às datas de arranque, e término das provas internas dos associados.

Mário Soares sustentou a sua posição, à propósito da orientação baixada à Federação Angolana de Futebol (FAF) pelo ministro da Juventude e Desporto, Albino da Conceição, no sentido de  rever o calendário do Campeonato Nacional, em função da fraca prestação de Angola nas competições africanas de clubes, com destaque para o 1º de Agosto, afastado na primeira eliminatória.

O técnico sublinhou que a calendarização do Girabola Zap deve coincidir com o da CAF, e sugeriu que se proceda a pequenos reajustes, que se consubstanciem em fixar o arranque da prova para Janeiro.

 “Defendo, que a CAF devia impor, em determinados países, a calendarização das suas provas internas. Em relação a Angola, se olharmos a calendarização da confederação e a nossa coincidem. A CAF começa em Fevereiro, e termina em Novembro, tal e qual é a nossa”, comentou.

“Então, os ajustes que devemos fazer, do meu ponto de vista, seria o campeonato começar em Janeiro. Entraríamos para as competições africanas em Fevereiro, com três a quatro jogos e creio que seria suficiente, e por essa via os clubes poderiam ter bons resultados. É só um ajuste, coisa mínima”, defendeu Mário Soares.

Apontou para a necessidade de toda uma organização da parte dos clubes nacionais, de modos a concretizar-se esse desiderato. Exemplificou que em 2010, integrou a equipa técnica do 1º de Agosto, na altura liderada pelo sérvio Victor Bondarencko, e deram início aos trabalhos em Dezembro.

Recordou, que fruto da antecipação da preparação, entraram para as competições africanas dotados de níveis competitivos e técnico -tácticos aceitáveis. Em função dessa estratégia, a equipa chegou à fase de grupo da Ligas dos Clubes Campeões de África, um feito que os clubes nacionais não alcançam há vários anos.

“Tive a felicidade de fazer parte da equipa técnica do 1º de Agosto, em 2010, com o treinador Victor Bondarencko. Começamos a trabalhar em Dezembro, e entramos para as competições africanas com alguma rodagem”, salientou.

“Como resultado, chegamos à fase de grupos, mas por outras conjunturas não fomos além, ainda assim, chegamos à fase de grupos, porque começamos a trabalhar, atempadamente. Pode-se trabalhar em Dezembro, só que os clubes ainda pensam que Dezembro é só para festas”, exemplificou.