Jornal dos Desportos

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Girabola

Maturidade rende ponto aos aviadores

Benigno Narciso | Lubango - 13 de Dezembro, 2018

O Desportivo da Huíla viu o seu labor a redundar em fracasso por força de uma mão cheia de desperdícios que evidenciou nos momentos de finalização dos lances de golos que construiu e, com isso, pagou caro a factura, ao empatar a uma bola, diante do ASA, no estádio do Ferroviário.
As entradas dos dois reforços mais sonantes da equipa no \"onze\" inicial, nomeadamente o avançado nigeriano Razaq, cedido pelo 1º de Agosto, e o médio ofensivo Nandinho, ex-Petro, cedo suscitou a ilusão nos apoiantes de um Desportivo mais ofensivo, produtivo e concretizador. Contudo, as expectativas não passaram de mera ilusão.
Os comandados de Mário Soares desde cedo caracterizaram a sua postura em campo por elevada incapacidade de acertar a bola na baliza contrária. Por isso, registou-se um festival de falhanços, muitos dos quais escandalosos.
Na mais flagrante, aos 12´, Razaq, após galgar metros e superar três contrários, surge na grande área, diante do guarda-redes Guilherme, isolado e com tudo para marcar, sem pressão, tropeçou.
Emilson, aos 15´, e Pedro, aos 75´, figuraram, dentre outros, na lista dos protagonistas dos falhanços.
Contudo, a justiça ainda que contestada, revelou-se generosa para a formação da casa. Um lance que resultou de uma execução primorosa de Bruno de Jesus, aos 39´, do meio do meio campo adversário, segue com potência e fixa-se por cima da rede no canto superior esquerdo, ficou-se com a ideia de ter rompido, aparentemente a rede. O lance deixou igualmente a ideia de ter entrado na visão da equipa de arbitragem, de muitos adeptos da equipa caseira e levanta uma onda de contestação nas hostes da turma aviadora. Peremptório, o juiz Nuno Eduardo valida o golo.
Valeu essa firmeza, pois foi o técnico José Dinis que no final da partida confirma e acalma o então inconformado e revoltado guarda-redes Guilherme, de que a bola havia  mesmo entrado.
As entradas de Leonel para o lugar de Razaq e de Bruno que rendeu Nandinho, na segunda parte, deram vida e profundidade às acções ofensivas dos militares da Região Sul. Tudo indicava para o melhor mas a falta de destreza, lucidez e concentração impediu que a igualdade imposta aos 66´ pelo ASA, por intermédio de Tomé, prevalecesse até ao final do encontro.
O árbitro Nuno Eduardo efectuou uma actuação positiva. Revelou entrosamento com os seus auxiliares.