Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares alarmam com falta de pontaria

Jorge Neto - 19 de Junho, 2018

1 de Maio de Benguela, onde no conseguiu marcar, mostrou mais uma vez os srios problemas que o ataque militar atravessa

O número de remates feitos e falhados pela equipa do 1º de Agosto no jogo diante do 1º de Maio de Benguela, onde não conseguiu marcar, mostrou mais uma vez os sérios problemas que o ataque militar atravessa, na presente época futebolística.
Os militares remataram 14 vezes à baliza defendida por Richarde, mas apenas cinco foram bem direccionados, contra os três remates protagonizados pelos proletários, que por via disso, não criaram grandes embaraços para Tony Cabaça.
A equipa técnica já identificou o problema e tem trabalhado sobre ele nos treinos diários, mas a realidade mostra que a situação se mantém, o que tem afectado no resultado do conjunto rubro-negro, principalmente nos últimos dois jogos, por sinal, os primeiros da segunda volta.
Nestes desafios, a formação orientada pelo sérvio Zoran Maki não marcou qualquer golo, apesar de dominar os respectivos jogos, ou seja, tanto diante do Progresso Sambizanga, como frente ao 1º de Maio de Benguela.
Se contra o Progresso Sambizanga, a equipa técnica agostina queixou-se da má arbitragem, onde ficaram três penáltis por assinalar, o mesmo não se pode dizer do festival de falhanços protagonizados frente a formação benguelense. Quando a bola não ganhasse a direcção desejada, embatia no poste ou no travessão.
O técnico Zoran Maki admite que a equipa tem criado situações para marcar, porém, de forma insistente, os jogadores não finalizam, tal como disse no final do jogo de domingo passado, em que empatou a zero com o 1º de Maio de Benguela.
\"Tivemos muitas dificuldades para marcar o golo. Mandámos muitas bolas ao poste, quando se cria oportunidades e não se marca, dificilmente ganha-se o jogo. Ainda assim, mantivemos a diferença de quatro pontos sobre o segundo classificado, tivemos a oportunidade de aumentar a pontuação, mas não conseguimos. Temos de trabalhar e melhorar a finalização\", disse o técnico militar.
Osproximos jogos afiguram-se agora de grande importância para a militar, tendo em vista o sonho de chegar, outra vez ao título. A equipa técnica e os jogadores sabem , assim, que a palavra derrota não pode fazer parte do dicionário rubro negro, mas apena alinhar no discurso de vitória.

O sonho dos “quartos”

O técnico Zoran Maki acredita que os dois próximos jogos, que o 1º de Agosto vai disputar na Liga dos Clubes Campeões Africanos, diante do Zesco United da Zâmbia, serão determinante,  para a sua qualificação aos quartos-de-final desta competição.
\"No meu ponto de vista, temos agora dois jogos que são duas finais, que podem dar um trampolim para o nosso apuramento para os quartos-de-final. Temos jogo na Zâmbia e uma semana depois jogaremos em casa. Se nós conseguirmos trazer quatro ou seis pontos, acho que temos hipóteses de passar aos quartos-de-final\", disse o técnico, há dias, ao Jornal dos Desportos.
O treinador ,que orienta os bicampeões pela primeira vez, garantiu que a maior competição africana de futebol tem um elevado grau de dificuldade e acaba por reflectir-se no desempenho da equipa no Girabola ZAP.
\"Não podemos esquecer que a Liga dos Campeões é uma competição extremamente difícil, a última equipa que entrou nesta prova foi o Recreativo do Libolo e não foi apurada para os quartos-de-final, mas acabou o campeonato no sétimo lugar\", considerou o técnico agostino.
Zoran Maki minimizou as críticas, por ter adiado vários jogos. Preferiu destacar o aproveitamento que o seu conjunto teve na maratona de partidas seguidas, desafiando outras equipas a fazerem o mesmo.
\"Nenhuma equipa do Girabola fez cinco jogos em duas semanas e nós fizemos duas vezes, jogamos oito desafios em quatro semanas”, concluiu. JN