Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares alvejam aviadores

Augusto Panzo - 28 de Maio, 2016

Agostinos voltaram a dar gosto a sua massa associativa com uma exibio que voltou a colocar a equipa no alto pedestal da prova

Fotografia: Eduardo Pedro

A terceira foi de vez. Depois dois resultados que deixaram a "nação agostina" angustiada nas duas últimas jornadas, a equipa levantou a cabeça e fez jus ao seu estatuto de líder e candidato ao título, despachando o adversário, por clarividentes três bolas sem resposta.

No dérby mais antigo do Girabola, o 1º de Agosto não precisou de se aplicar a fundo, para levar da melhor sobre o seu mais directo companheiro de andanças neste campeonato, o ASA, numa noite em que Gelson não deixou os seus créditos em mãos alheias.

O líder dos melhores marcadores facturou dois golos aos 65 e 67´, do somatório de três, que contou igualmente com a contribuição de Geraldo, o autor do primeiro tento, aos 43´, num triunfo que serviu igualmente para aliviar a pressão a que o clube militar estava sujeito.

Apesar da expectativa gerada à volta do referido desafio, o mesmo decorreu debaixo de um ambiente diferente em relação aos velhos tempos em que os estádios enchiam de adeptos dos dois conjuntos, mas não deixou de haver alguns motivos de emoção.

Para já, as duas equipas entraram com a mesma missão, que passava necessariamente em sair do rectângulo de jogo com algum ponto garantido na bagagem, facto que originou a que os jogadores de ambos os lados se entregassem com certa afoiteza no duelo.

Tal bravura foi levada até ao declinar da primeira parte, justamente no minuto 43, altura em que a defesa aviadora foi apanhada em contra-pé pelos atacantes agostinos e, com o Buá a cruzar para o lado oposto onde se encontrava Geraldo que não perdoou, aproveitando-se do bom posicionamento em que estava.

Aberto o activo, o 1º de Agosto acelerou mais um pouco, na ânsia de chegar ao segundo tento, mas os aviadores, não se deixaram levar na conversa, fecharam as linhas e passe do adversário, o que permitiu irem ao intervalo com uma desvantagem de uma bola sem resposta.

No reatamento, o técnico do ASA mexeu na respectiva equipa, colocou em campo o David, em substituição de João, com a intenção de dar maior dinamismo ao conjunto, porém, tal pretensão se tornou inatingível, depois que o seu central Kialunda foi expulso, por acumulação de cartões amarelos.

Aproveitando-se da expulsão do defesa adversário, o 1º de Agosto passou a  jogar por cima do ASA e, num ápice conseguiu dois golos aos 65 e 67 minutos, que acabaram por fixar o resultado final em três bolas a zero.

Apesar do voluntarismo dos aviadores, a equipa orientada por Corola não conseguiram evitar a derrota, mas voltaram a deixar bons indicadores no dérbi mais antigo do Girabola.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS

José de Carvalho(ASA)
“Perdemos bem”

"Entramos determinados e de peito aberto, mas o jogo começou a ser desenhado com a expulsão de Kialunda. Se a jogarmos com onze era extremamente difícil, imagina com menos um atleta... Vamos continuar a trabalhar. Não existem vitórias morais, perdemos e perdemos bem, vamos continuar a trabalhar"


Filipe Nzanza   (1º de Agosto)
“Precisávamos de vencer”

"Depois de dois jogos sem vencermos tínhamos a necessidade de regressar as vitórias e fizemos aquilo que pretendíamos. Agora temos a lamentar a forma como o jogo decorreu. É preciso que as equipas joguem limpo, porque os nossos jogadores têm sido muito visados nos últimos dois jogos"


HOMEM DO JOGO
Gelson volta bisar


O atacante do 1º de Agosto continua a provar, jornada após jornada, que é já uma certeza no futebol e o mais sério candidato a conquista do troféu de melhor marcador. A sua classe e sentido de oportunidade esteve mais uma vez em evidência ao apontar dois bem golos. A média de um golo por jogo faz de si um atacante temível.


ARBITRAGEM
Trabalho aceitável


António Dungula fez aquilo que lhe competia, embora em algumas ocasiões não ter agido com mandam as regras do jogo ao permitirem algum excesso virilidade na partida. Ainda assim, conseguiu segurar o jogo evitar o pior. Um trabalho aceitável sem influência no marcador