Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares chegaram ontem a sua 12 consagrao no campeonato

Srgio V.Dias - 03 de Setembro, 2018

Ttulo do d'Agosto foi festejado efusivamente pelos adeptos no Estdio 11 de Novembro

Fotografia: Jornal dos Desportos

Em dia de decisões e com uma tarde de domingo de sol tímido, característico do período de cacimbo, que muito recentemente se despediu, o 1º de Agosto voltou ontem a festejar o título. Uma consagração conseguida com uma espectacular exibição, diante do Cuando Cubango FC, no Estádio Nacional 11 de Novembro. O congolês-democrata Jacques, suspeito de sempre, abriu o caminho para os festejos dos agostinos, quando, aos 14 minutos, na sequência de um cabeceamento com conta e medida, fez o único tento do encontro, batendo o guarda-redes Rochana.
O delírio foi total no seio dos adeptos do d\'Agosto presentes na nova catedral do futebol nacional, o 11 de Novembro. E tudo porque, no outro jogo com implicações no título, no 22 de Junho, no bairro Rocha Pinto, persistia o nulo entre o Petro de Luanda e o Sagrada Esperança da Lunda Norte. Durante a ronda feita pelo o nosso jornal, sentiu-se um ambiente mais tenso no 22 de Junho. O nulo manteve-se inalterável, no duelo entre tricolores e diamantíferos, até ao intervalo, enquanto os militares saíram em vantagem sobre a equipa das “Terras do Progresso”. Até aí, tendência do título era natural para os agostinos.
No reatamento do jogo, o Petro de Luanda não se fez rogado. Entrou a matar e, logo nos minutos iniciais, fez o tento inaugural da partida. O golo, da autoria do brasileiro Tony e resultado de uma jogada colectiva que envolveu Job e Mateus, foi bastante aclamado pelos adeptos tricolores. Apesar de o golo tricolor relançar a discussão do título, ainda assim as coisas mantinham-se favoráveis para o d\'Agosto, face a vantagem (1-0) que tinha sobre o Cuando Cubango FC, no 11 de Novembro.
Mas, para estorvar ainda mais os intentos do Petro de Luanda, dos seus dirigentes e massa apoiante, Cache, à passagem do minuto 60, igualou a partida para a equipa lunda. Curiosamente, no mesmo minuto 60 em que o Sagrada chegou ao tento, que poderia adiar ainda mais as esperança do Petro, em relação à conquista do título, no 11 de Novembro, Geraldo ainda se deu um luxo de desperdiçar uma excelente oportunidade de chegar ao 2-0, ao permitir a defesa do guardião Rochana, num lance que levava selo de golo.
Porém, com a persistência do empate (1-1) entre o Petro e o Sagrada e a consequente vantagem do d\'Agosto sobre a formação do Cuando Cubango, o título era só uma questão de tempo. O jogo do título arrastou-se até ao minuto 90+5.  Depois, soou o apito do árbitro Benjamim Andrade e o delírio tomou conta das bancadas do Estádio 11 de Novembro.  Jorrou champanhe, houve passeata automóvel nos arredores do campo e não só.
A derradeira jornada do Girabola, cujos últimos foram disputados, teve  dois momentos de registo: por um lado a alegria vivida pelos adeptos militares e por outro o de tristeza pelo dos do emblema petrolífero no outro extremo. Enfim, a festa foi pela noite a dentro e o 1º de Agosto chega, assim, ao seu segundo tri-campeonato e consequnetemente ao 12º título do seu historial na fina-flor do futebol nacional.