Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares contestam trabalho do rbitro

Jorge Neto - 28 de Abril, 2016

Trabalho do trio de rbitros do jogo 1 de Agosto - Porcelana FC formalmente contestado

Fotografia: Jornal dos Desportos

A direcção do Clube Desportivo 1º de Agosto endereçou uma carta à Federação Angolana de Futebol (FAF) em que apresenta a reclamação ao trabalho que consideram negativo da equipa de arbitragem liderada por José Sebastião Maxia, no jogo de domingo em Luanda, diante do Porcelana FC em que invalidou três situações de golo a Ary Papel.

Apesar da vitória por 2-1 no Estádio 11 de Novembro referente à 9ª jornada do Girabola Zap, com golos de Ary Papel e Ibukun, enquanto Djemba descontou para os visitantes, o clube militar não deixou escapar a actuação do juiz e dos assistentes Diogo João e Flávio Dias.

O documento tornado público pelo site oficial do clube militar, adicionado a um vídeo comprovativo, manifesta o repúdio pelo trabalho do trio em causa, garante que tais situações tiveram influência no resultado da partida.

"O Clube Desportivo 1º de Agosto vem dar conta e solicitar a intervenção do senhor presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), devido às situações anómalas derivadas de falhas técnicas da arbitragem chefiada pelo sr. José Sebastião Maxia, que influenciou o resultado final do jogo da 9ª jornada do Girabola Zap entre o Clube Desportivo 1º de Agosto  vs Porcelana FC, realizado no dia 24 do presente mês (Abril) e ano (2016)", diz a nota assinada pelo presidente de direcção, Carlos Hendrick.

De acordo com os dirigentes do líder do campeonato, os juízes demonstram no decorrer do desafio, a intenção de prejudicar a equipa militar,  ao anularem as jogadas de forma irregular.

"Durante o jogo ficou evidente a falta de clarividência no ajuizamento dos lances em que se envolviam os atacantes do nosso clube, facto que se evidenciou concretamente num lance da 1ª parte da partida, assinalado fora de jogo inexistente, tal como em outras duas ocasiões similares na 2ª parte, envolvendo unicamente o jogador Ary Papel", defende o documento.

Acrescenta a carta que foram violados princípios da verdade desportiva, que  influenciam negativamente o desenvolvimento do futebol nacional.

"Estas acções constituem clara violação do princípio da verdade desportiva que alicerça qualquer competição, frustrando atletas, técnicos, dirigentes e espectadores, bem como pondo em risco o desenvolvimento da modalidade.  Por esta razão, achamos necessário a intervenção de vossas excelências no sentido de acautelar ou banir tais situações", concluem.