Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares devolvem alegria aos adeptos

Benigno Narciso - Lubango - 05 de Julho, 2018

As substituies logo aps ao intervalo do estreante Emilson

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Desportivo da Huíla reconciliou-se com os seus adeptos ao regressar ontem aos triunfos no seu recinto, onde não triunfava há mais de cinco jornadas, ao vencer o FC Bravos do Maquis, por 1-0, no estádio do Ferroviário, no Lubango.
A vitória pela margem mínima há muito desejada e esperada pela massa adepta da formação afecta à Região Militar Sul, foi a recompensa de uma actuação bem conseguida da equipa tecnicamente orientada por Mário Soares.
A entrada a meio-gás da equipa huilana cedo foi superada pela disposição e pendor ofensivo, salvaguardada por uma postura defensiva sólida, sustentada pela experiência do “veterano” Chiwe e apoiado pelo experiente Sargento no centro da defesa.
Com a superioridade evidente sobre o adversário durante a primeira parte, foi, com tudo, na etapa complementar em que Mário Soares e seus comandados definiram o jogo.
As substituições logo após ao intervalo do estreante Emilson, que actuou no lado esquerdo da defesa e do avançado Beto, por Bruno e por Lionel, titulares habituais, aumentaram a capacidade da equipa.
Por isso, foi logo no reinício do desafio, aos 49´, que os militares da Região Sul surpreenderam a formação do leste, com o golo do então recém-entrado Lionel.
O camaronês, principal abono de família do Desportivo e melhor marcador da equipa com seis golos, justificou a aposta do técnico e no segundo contacto com a bola desfez o nulo no placar, um golo na sequência de um cabeceamento após cruzamento do lado direito conforme atacava a turma de casa.
Mais esclarecidos no terreno de jogo durante os 90´, a formação huilana poderia vencer o desafio com uma vitória mais expressiva. Tal não aconteceu devido a ineficácia na finalização. O mesmo Lionel, aos 76´, Manucho Dinis e Christian, aos 62´, tiveram nos pés a oportunidade de dilatar a vantagem.
Do lado oposto também se registaram situações de “inquietação” junto a área adversária. Contudo, a falta de profundidade, aliada a solidez defensiva dos huilanos impediu que os pupilos de Zeca Amaral violassem a baliza defendida pelo camaronês Kiss. Aos 41´, 35 e 89´ chegaram, sem sucesso, a criar alguns embaraços à área dos militares.
O juiz do encontro, Feliciano Lucas, e seus assistentes, efectuaram um trabalho isento. A boa forma física do árbitro e seus auxiliares proporcionou que os mesmos acompanhassem sempre de perto as envolvências do desafio.