Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares do passo de gigante

Valdia Kambata - 19 de Abril, 2018

A jogarem em casa os militares entraram a pressionar o seu adversrio com a inteno de resolver o jogo nos primeiros minutos

Fotografia: Santos Pedro | Edies Novembro

O 1º de Agosto venceu ontem o Bravos do Maquis, por 1-0, com golo solitário de Geraldo, aos 18 minutos , em jogo de complemento da  terceira jornada do Girabola  Zap. 

Os militares,  a jogarem em casa, entraram a pressionar o seu adversário, com a clara intenção  de resolver o jogo nos primeiros minutos de jogo e o primeiro grande sinal desta vontade foi demonstrado por Bua que, à entrada da grande área, rematou forte. Valeu a atenção do "keeper" dadão, do Barvos do Maquis.

Esta equipa sem grandes soluções apenas procurava sair em contra ataques que facilmente eram anuladas pela defesa dos militares que contou com uma dupla diferente no eixo central formada  por Bonifácio e Yisa que se mostraram bastante seguros.

Os militares muito mais confiantes procuravam a todo custo chegar ao golo que tardava a acontecer, por um lado fruto da atenção do Dadão, guarda redes do Barvos do Maquis, e, por outra,  por falta de calma  por parte de Jaques, Fofo, Geraldo e Bua.

A dominar o jogos os militares finalmente chegam ao golo por intermédio de Geraldo, depois de uma assistência de Jaques na pequena área, numa jogada que começou com uma bela triangulação entre Bua, Paizo e Fofo.

Ao sofrer o golo a equipa de Zeca Amaral subiu no terreno de jogo, tentando pressionar os militares , porém, sem consistência. 

Antes do intervalo os militares ainda tiveram duas grandes oportunidades para ampliar o marcador . Na primeira um rematou forte  fez a bola passar rentinho ao poste da baliza de Dadão.  Na segunda grande  Jaques, isolado e com a baliza aberta, rematou para fora , deixando os poucos adeptos presente de boca aberta.

Na segunda parte Zeca Amaral fez duas substituições, nomeadamente, a de Guy para o lugar de Éric e Gazeta para o lugar de Chara, no sentido de dar maior dinâmica ao seu ataque. 

Verdade  seja dita, as duas substituições em nada acrescentaram ao jogo , pois, os militares continuaram a mandar no joga, dando poucas possibilidades dos maquisardes armarem as suas estratégias .

Zoram Maki
"Só existiu uma equipa"
"Gostei da primeira parte do jogo, criámos várias oportunidades, podíamos ter chegado ao intervalo no mínimo com três ou mais golos de diferença a nosso favor. Só existiu uma equipa na primeira parte. A nossa. Jogámos bem e rápido, mas conseguimos marcar de início, apenas aos 18 minutos. Na segunda parte  a equipa do Maquis cresceu, criou muitas oportunidades".

Ivo Campos ( Maquis)
"O resultado não agrada"
" É um resultado que não nos agrada. Tivemos duas partes distintas no jogo. Nos quarenta e cinco minutos iniciais sabíamos que não podíamos jogar de forma aberta no estádio 11 de Novembro, com características diferentes do nosso campo no Moxico. No balneário houve  gritos e, na segunda parte, soubemos jogar no meio campo do adversário "

ARBITRAGEM
A equipa de arbitragem  liderada por Pedro dos Santos  esteve bem a controlar a partida do principio ao fim.  O juiz principal esteve sintonia com os seus auxiliares, impondo bom comportamento dos atletas das duas equipas. Portanto, nem o treinador do 1º de Agosto, nem do Bravos do Maquis poderão queixar-se do desempenho do árbitro e seus coadjuvantes.