Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares e lees fecham primeira volta

SRGIO V. DIAS - 02 de Junho, 2018

Agostinos espreitam em Cabinda a dcima vitria na presente edio do campeonato nacional.

Fotografia: Nicolau Vasco | Edies Novembro

A primeira volta do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, Girabola Zap, do presente ano, fica concluída amanhã à tarde, quando o 1º de Agosto defrontar, às 15h00, no Estádio do Tafe, o Sporting de Cabinda, em jogo de acerto da sexta jornada da competição.  Longe de qualquer pressão no duelo que cerra as cortinas do primeiro turno da maior prova do futebol no país, os militares do rio seco vão procurar ampliar a vantagem sobre os seus mais directos concorrentes no topo da tabela. A liderar a prova com 30 pontos, mais três que o arqui-rival Petro de Luanda e quatro que Interclube, que durante um bom trecho da primeira volta esteve de “pedra e cal” à frente, os agostinos têm consciência do quão é importante vencer. O técnico Zoran Maki e pupilos sabem, de antemão, que quanto mais puderem fugir da concorrência aumentam as chances de se livrarem da pressão, para daí fortalecer a pretensão de cortar a meta na “pole-position” e, consequentemente, à conquista do “tri”. Esta é, para já, um dos grandes propósitos a que a direcção do clube central da Forças Armadas Angolanas (FAA) se propõe atingir no presente Girabola Zap, repetindo, desse modo, a proeza dos três títulos consecutivos conquistados em 1979, 1980 e 1981.A nível da maior prova do futebol nacional, o Petro e o Atlético Sport Aviação (ASA) já lograram, também, em três épocas sucessivas, cortar a meta em primeiro lugar. Os tricolores alcançaram esse desiderato em 1993, 1994 e 1995, ao passo que a formação do Aeroporto 4 de Fevereiros em 2002, 2003 e 2004, que, por sinal, são os únicos troféus de campeão nacional que têm na sua galeria. O Petro ostenta ainda o feito de coleccionar outros cinco títulos de campeão consecutivos em 1986, 1987, 1988, 1989 e 1990. Contudo, esta época, a formação agostina pode consumar a conquista de mais um recorde: cortar a meta pela segunda vez no seu historial com três campeonatos consecutivos. Mas, pela frente, a turma do rio seco tem ainda muito campeonato por percorrer, daí que as atenções por ora estão direccionadas para Cabinda, onde espreita a sua sexta vitória extramuros, além de outras quatro que obteve em casa.Noutro sentido, o Sporting apresenta-se-lhe como adversário aguerrido e que não vira cara à luta, sobretudo quando actua em casa, onde dos seis jogos que efectuou saiu vitorioso em quatro, empatou outro e perdeu em apenas um.  Portanto, jogando num  ambiente que lhe é comum, a turma da cidade mais ao norte do país vai procurar, como é óbvio, levar a água a seu moinho, estorvando os intentos militares, que quererão fechar o primeiro turno com chave de ouro. Este vai ser, na certa, mais um daqueles duelos onde a artilharia militar vai tentar impor-se, para se livrar das possíveis adversidades a encontrar na trincheira dos leoninos, que neste regresso ao convívio dos “grandes” do nosso futebol têm feito por merecê-lo.Aliás, os 16 pontos até agora amealhados e que lhe permitem ocupar o sexto lugar, provam esse propósito dos cabindenses de lutar para uma época sem sobressaltos.

1º DE AGOSTO
Ivo reconhece fraco poder de finalização

A equipa técnica do 1º de Agosto reconhece que o plantel não está bem no ataque e que a situação é preocupante, pois marca poucos golos, apesar das várias oportunidades que têm criado para finalizar e ganhar os jogos de forma confortável, ou seja, sem ser pela margem mínima, pelo que esperaram reverter o quadro no desafio diante do Sporting de Cabinda, amanhã às 15h00, no estádio do Tafe, de acerto de calendário e referente à sexta jornada do Girabola Zap. O reconhecimento foi feito pelo técnico Ivo Traça, ontem de manhã, na antevisão do actual momento do conjunto rubro-negro, tendo em vista a última partida da primeira volta do campeonato nacional. \"Temos de reconhecer que não estamos bem no ataque. Esta situação preocupa-nos bastante. Temos de sofrer para vencermos os jogos. Estamos a passar por uma fase menos boa na competição. Penso que o quadro será revertido\", disse o antigo médio militar. O auxiliar do técnico sérvio Zoran Maki elogiou o adversário pela forma organizada como joga, mas deixou claro que os agostinos vão entrar em campo para conquistar os três pontos. \"O Cuando Cubango já ficou para a história, como se diz na gíria, agora vamos a Cabinda. Será mais um jogo difícil, quase do mesmo carácter do que foi o do Cuando Cubando. Temos de ter paciência, sabermos circular a bola, de forma criar a organização do jogo para podermos fazer o golo\", reconheceu. Apesar dos pontos fortes da formação leonina, Ivo Traça garantiu ter visto também alguns aspectos negativos, que serão aproveitados pelos rubro-negros para chegar à vitória.  \"É verdade que vamos encontrar uma equipa que está a jogar bem, está muito aguerrida, joga com transições muito rápidas, vimos esta equipa a jogar aqui com o Petro e nos pareceu ser muito esclarecida. Aproveitamos também para ver os pontos fracos deles, para podermos fazer os nossos golos\", revelou confiante.
JN
                                                                  
EM CABINDA
Campeão quer manter hegemonia


O bicampeão 1º de Agosto possui um registo cem por cento vitorioso nos duelos com o Sporting de Cabinda, quando joga na condição de visitante, daí que ambiciona manter este quadro no desafio de, amanhã à tarde, no estádio do Tafe. As duas formações defrontaram-se em várias ocasiões em Cabinda e os militares sempre conseguiram resultados positivos, conquistando uma vitória ou um empate, mas sem nunca ter perdido e esperaram cimentar esta posição, para atingir os 33 pontos na liderança da tabela de classificação no fecho da primeira volta do campeonato nacional. Para este desafio, os militares apresentam-se mais fortes, pois contam com os regressos do guarda-redes Neblú (falhou os últimos dois jogos por contrair matrimónio) e do avançado Fofó (falhou os últimos dois jogos devido a uma lesão lombar).  De fora, continuam o lateral esquerdo Natael, os médios Medá e Nelson da Luz, por lesão, e o médio Chow, que está ao serviço dos Palancas Negras, envolvidos na Taça Cosafa. O mesmo acontece com o defesa-central congolês democrático Bobó, que representa a sua selecção.  Os militares trabalharam todos os aspectos a contar com as características do adversário e os jogadores estão cientes do que deverão fazer em campo, de acordo com o antigo médio agostino. \"Todas as equipas trabalham em função das outras e nós já sabemos o que temos de fazer em Cabinda. Os jogadores também estão bem cientes e sem esquecer os objectivos do clube, que é lutarmos para o tri-campeonato\", concluiu.
JN