Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares e sambilas jogam velho drbi

Betumeleano Ferro - 11 de Junho, 2018

Sambilas e militares reencontram-se no palco em que comearam o drbi

Fotografia: Contreiras Pipas | Edies Novembro

Com ou sem pressão de resultados dos concorrentes, Petro e Interclube empataram nos respectivos jogos, o 1º de Agosto procura hoje às 17h30 no Estádio dos Coqueiros recuperar a boa memória dos jogos com o Progresso do Sambizanga, a contar para o campeonato nacional.
Sambilas e militares reencontram-se no palco em que começaram o dérbi, o primeiro suculento do pós-independência. O peso da história é capaz de dar ao líder do campeonato uma vitória, e a vantagem pontual para continuar folgado no topo.
Mesmo sem estar a jogar para as bancadas, os rubro - negros costumam ser eficientes, aliás, é a parte que mais importa, já que é a única capaz de somar pontos e seguir em frente na classificação. O 1º de Agosto entra como favorito e vai puxar dos galões para ultrapassar mais um obstáculo, na caminhada para a reedição do tri, o segundo da sua história, se vier a acontecer.
Os amargos de boca, por que os militares passaram na primeira volta, podem atiçar o desempenho competitivo, a fim de resgatar as boas lembranças de derbies com os sambilas. Estar na primeira posição é um estatuto, que se enquadra com a posição do campeão nacional.
A equipa está a ser eficaz, no cumprimento do dever, por isso, é normal que os seus adeptos queiram terminar o primeiro dia da semana laboral com a mão na massa, vencer o Progresso faz parte da rotina.
A temporada está a decorrer como preconizado, à excepção das exibições, quase não dá motivos de queixa aos seus adeptos. As vitórias apertadas e suadas do 1º de Agosto põem em sentido o Progresso. O recado  foi dado há muito, é ponto assente que ninguém gosta de enfrentar um adversário bastante eficaz em vencer pela margem mínima, sem precisar de pisar fundo no acelerador.
Os sambilas vão aos Coqueiros com o intuito de evitar a reedição dos maus dias anteriores. Os derbies com os militares são sempre de má memória, mas como não existem dias e jogos iguais, a jovem equipa orientada por Hélder Teixeira tenta repetir a graça da primeira volta, empatar.
Uma vitória, da equipa que joga na condição de visitante, era um adoçante para o campeonato. O Progresso tem chance de triunfar, até pode ser pouca, mas existe. Contudo, para sair de cabeça erguida dos Coqueiros, tem de ser irrepreensível na exibição, para fugir no marcador. Esse, pode ser o detalhe do desequilíbrio no resultado final, se a equipa portar-se bem em campo.
O empate é sempre melhor do que a derrota, embora, signifique perder dois pontos. Ainda assim, nada faz crer que os velhos rivais estejam a planear  acordo de cavalheiros! A ambição de vencer move sambilas e militares porque os impele a mostrarem boas obras.
Para augurarem tal objectivo, as duas equipas têm de manter o foco no golo, para manterem acesa a chama da tradição. É verdade que os tempos hoje são outros, mas os atletas podem ressuscitar o passado, para que no final os adeptos tenham histórias a perpetuar.