Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares em grande estilo

Jorge Neto - 13 de Setembro, 2015

Militares saem a sorrir

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os adeptos do futebol nacional não saíram defraudados do Estádio 11 de Novembro, pelo espectáculo feito tanto pela equipa do 1º de Agosto como do Petro de Luanda, no maior clássico do futebol nacional, em que no final os militares foram os mais felizes com golos de Ary Papel e Ekundi ainda no primeiro tempo. Job apontou o tento de honra para os petrolíferos.

Os militares entraram melhor no jogo com o seu habitual futebol ofensivo, procurando marcar o mais cedo possível e, de facto, comandou as acções do desafio.

A sua forte apetência para o ataque teve o êxito em tão pouco tempo. Ou seja, aos 13´, com o golo marcado por Ary Papel, a finalizar uma jogada bem estruturada, em que apareceu isolado diante de Gerson.

Os adeptos do futebol nacional não saíram defraudados do Estádio 11 de Novembro, pelo espectáculo feito tanto pela equipa do 1º de Agosto como do Petro de Luanda, no maior clássico do futebol nacional, em que no final os militares foram os mais felizes com golos de Ary Papel e Ekundi ainda no primeiro tempo. Job apontou o tento de honra para os petrolíferos.

Os militares entraram melhor no jogo com o seu habitual futebol ofensivo, procurando marcar o mais cedo possível e, de facto, comandou as acções do desafio.
A sua forte apetência para o ataque teve o êxito em tão pouco tempo. Ou seja, aos 13´, com o golo marcado por Ary Papel, a finalizar uma jogada bem estruturada, em que apareceu isolado diante de Gerson.

Após o golo o conjunto rubro e negro ainda tomou a si o controlo da partida  artida, com maior posse de bola. Conseguiu abrir espaços na defesa petrolífera, mas falhava nos momentos decisivos.

Do lado oposto, os tricolores respondiam de forma tímida, onde o guarda-redes Tony Cabaça era pouco importunado. Contudo, diz o ditado que “é no aproveitar que está o ganho” e, numa jogada de ataque continuado, os pupilos do brasileiro Alexandre Grasseli igualaram o marcador, num lance semelhante ao golo que sofreram. Job surgiu isolado e atirou a contar aos 30´.

O desafio que decorria bastante emotivo, com os adeptos das duas equipas com a maior massa associativa do país, ganhou mais interesse em saber qual dos dois emblemas levaria da melhor.

Os comandados do bósnio Dragan Jovic não abalaram e, sete minutos depois, ou seja, aos 37´, Ekundi tratou de adiantar a sua equipa no marcador, usando a cabeça. Foi a sua estreia a marcar no grande clássico dofutebol nacional, confirmando a confiança dada pelo técnico na sua titularidade.

No reatamento, os petrolíferos deram o primeiro sinal de perigo. Manguxi rematou para uma defesa à dois tempos. Era o pronuncio de uma
segunda parte prometedora em que os dois conjuntos mostraram que ainda podiam fazer mais pelo espectáculo.

Mas o que se viu é que baixaram de rendimento, talvez pelo cansaço, mas mantendo a mesma emoção. Cabia ao Petro a tarefa de correr atrás do prejuízo e foi o que fez, mas não encontrou a melhor fórmula para visar da baliza defendida por Tony Cabaça. Os laterais Mabiná e Diógenes “acordaram” e ajudaram mais o seu ataque, mas a oportunidade flagrante para marcar pertenceu aos militares.

Mateus Galiano aos 74´, teve tudo para sentenciar o jogo, mas nãoconseguiu passar por Gerson, após ter sido isolado por Gelson, que trabalhou muito durante o desafio, mas sem o protagonismo que se esperava dele.

O avançado parece não ter entrado bem no jogo e voltou a perder um bom passe para finalizar. Com uma postura diferente esteve Ary Papel que tratou de deixar a sua marca no jogo, ganhando vários duelos com os defesas contrários, que tiveram sérias “dores de cabeça” para travá-lo.

Depois disso, os tricolores acreditavam que era possível chegar a igualdade e subiram mais no terreno, pressionando mais os militares, que sacudiam a pressão com contra-ataques, porém sem causar estragos na defesa adversária até ao apito final de Mauro de Oliveira.


Estádio:
Coqueiros

Petro de Luanda: 1

Job 30´

1º de Agosto: 2

Ary Papel 14´, Ekundi 37´,

Árbitro:
Mauro de Oliveira
Assistentes: Júlio Lemos e Luís Mateus
4º árbitro: António Caxala
Comissário: Nzinga Carlos

Petro de Luanda:
Gerson; Diogénes, Chara, Etah, Mabiná; Job, Maloudi,
Duarte, Manguxi; Balakai e Jiresse.
Treinador: Alexandre Grasseli
Substituição: Balakai por Mateus 54´, Giresse por Malanvu 76´ e Job por Jó 90´
Acção disciplinar: nada a registar.

1º de Agosto:
Tony Cabaça; Isaac, Dani Massunguna, Ekundi, Paizo; Ary
Papel, Ibukun, Jumisse, Buá; Ndikumana e Gelson.
Treinador: Dragan Jovic
Substituição: Jumisse por Manucho 52´, Ndikumana por Mateus Galiano 70´ e Ibukun por Dieu 90´
Acção disciplinar: cartão amarelo a Manucho 90´
Resultado ao intervalo: 1-2


ARBITRAGEM 
Trabalho regular


O árbitro Mauro de Oliveira desempenhou o seu trabalho sem qualquer influência no resultado final. Mesmo tratando-se de um clássico do futebol nacional o juiz esteve invisível, não se notou a sua presença, num claro sinal de que realizou um bom trabalho. Os jogadores também facilitaram o seu trabalho, mantendo-se fora de lances polémicos, pois fizeram poucas faltas. Acompanhou as jogadas de perto e esteve bem no ajuizamento dos lances.


MELHOR EM CAMPO
Ekundi decide


Na sua estreia a marcar no clássico dos clássicos do futebol nacional o defesa central Ekundi destacou-se pelo golo que ditou a vitória do 1º de Agosto e pela forma como defendeu os avançados do Petro de Luanda. O golo de cabeça garantiu três pontos importantes que permitem ao conjunto rubro e negro continuar a sonhar pela conquista do título, ainda que não dependem de si mesmos.


Alexandre Grasseli

“Os detalhes
definiram o jogo”

“Fomos uma equipa irregular nos primeiros quinze minutos, mas no segundo tempo o Petro já foi uma equipa voluntariosa, entrou de facto no jogo, anulou as jogadas mais perigosas do adversário. Compreendo que os jogadores do Petro deram o seu melhor, mas são os detalhes que definem o jogo e o adversário marcou mais. Vamos nos preparar agora para outro grande jogo no próximo final de semana contra o Kabuscorp”.


Filipe Nzanza

“Conseguimos o nosso objectivo”

“Precisávamos destes três pontos, valeu o esforço e a dedicação. Não foi um jogo fácil, mas muito difícil, mas acima de tudo valeu o
espectáculo e conseguimos o que nós queríamos. Estão de parabéns os jogadores do 1º de Agosto e vamos continuar a trabalhar para lutar pelos nossos objectivos. Naturalmente sabíamos que o adversário tem os seus argumentos, mas felizmente conseguimos contrapor e somamos os três pontos”.