Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares huilanos galvanizados para duelo com gorilas do Norte

Morais Canmua, no Lubango - 27 de Outubro, 2010

Vitria sobre o Santos FC na ltima jornada aumentou as esperanas no grmio da Hula

Fotografia: Jornal dos Desportos

A vitória na jornada passada diante do Santos FC, no Lubango, por 5-4, fez renascer, nas hostes do Clube Desportivo da Huíla, a chama de esperança de permanência entre os grandes do futebol nacional. Diante desta realidade, até porque constavam já nos planos do grémio huilano a conquista dos seis pontos nas duas últimas jornadas, os militares da Região Sul estão felizes porque foi cumprida a primeira etapa.

 De facto, a forma demolidora com que a equipa se apresentou no desafio diante dos santistas pode indiciar uma grande disposição psicológica para disputar a última jornada da prova ante o FC Cabinda, domingo, às 15h00, no estádio do Chiazi. Embora dependam de terceiros, é grande o optimismo no seio do conjunto. Desportivo da Huíla, Santos FC, Sagrada Esperança e FC Cabinda estão no mesmo rol.

Todos estão numa situação periclitante e, quem ousar escorregar nesta derradeira ronda, pode baixar para o Campeonato Nacional da II Divisão, a Segundona, onde já se encontram o Sporting de Cabinda e o Benfica do Lubango. Nas hostes dos militares da Região Sul, que trabalham de calculadora na mão, as contas que se fazem passam apenas por uma vitória sobre os gorilas do Norte. A missão é encarada como difícil, mas não impossível.“Só o trabalho nos vai dignificar. Temos estado a empreender um ritmo diferente, incutindo na mente dos jogadores a necessidade de não perdermos em Cabinda”, avançou o técnico Joaquim N’finda “Mozer”.

Atenção 
Um empate até pode servir para as duas formações assegurarem a permanência na competição. Contudo, para que isso aconteça, o Interclube, ferido no seu orgulho e “faminto” por conquistar o campeonato, teria que vencer o Santos FC, igualmente no domingo, para que a equipa de Mário Calado baixasse para o escalão secundário.

Todas as contas têm merecido atenção por parte dos dirigentes, técnicos e atletas do CDH que apostam no trabalho psicológico e de campo para as encomendas. “Vamos trabalhar duro para não dependermos muito de terceiros. Queremos ganhar o jogo. Só a vitória vai tirar todas as dúvidas em relação à nossa permanência”, referiu N’finda “Mozer”.

Mozer monta estratégias
no estádio da Tundavala

Os militares da Região Sul não vivem apenas de contas. Aliás, o êxito da manutenção passa pela realização de um trabalho árduo. Ontem, em sessão bi-diária, a equipa iniciou a preparação da semanal.
No período da manhã, no pavilhão multiuso de Nossa Senhora do Monte, a equipa fez trabalho de recuperação física e à tarde, no Estádio Nacional Tundavala, um treino técnico-táctico, em que se começou a ensaiar a estratégia para o jogo diante do FC Cabinda.
Hoje, no período da tarde, no estádio do Ferroviário da Huíla, está projectada uma sessão para correcções, combinações e apuramento técnico. Amanhã, segundo ainda o programa, a equipa realizado um colectivo entre si, às 15h00, no Estádio Nacional Tundavala, para aferir os níveis competitivos e de ansiedade dos jogadores.
Os aspectos de finalização e concentração, conjugado com o apuramento do passe, cruzamentos, cobranças de livres directos e indirectos, entre outros, vão estar em evidência no treino de sexta-feira, marcado para as 15h00, no estádio Tundavala, sendo que às 18h00 do mesmo dia, a equipa entra em estágio.  
A equipa técnica liderada por Joaquim N’finda “Mozer” entende que, no sábado de manhã, o grémio tenha um treino recreativo, com prática de fute-vólei, no pavilhão multiuso para sustentar o espírito de grupo, aumentar a coesão e salvaguardar a concentração dos atletas.
Na tarde de sábado, segundo a programação, o CDH viaja em voo directo para Cabinda, onde deve pernoitar, para no domingo, às 15h00, defrontar o FC Cabinda de João Machado. BF 

Técnico do FC Cabinda
fala em “tudo ou nada”

O técnico principal do FC Cabinda, João Machado, disse ontem ao Jornal dos Desportos, nesta cidade, que o jogo diante do Desportivo da Huíla, pontuável para 30ª jornada (última) do Girabola, vai ser de tudo ou nada, para que a formação que dirige garanta a sua continuidade na I Divisão.
João Machado referiu que os gorilas do Norte, depois da vitória de 3-1, diante do Benfica de Luanda, estão mais motivados e determinados para defrontar os militares da Região Sul.
O técnico considerou o desafio com o Desportivo da Huíla uma “finalíssima”, como aconteceu nos últimos quatro jogos, em que o FC Cabinda venceu o Petro de Luanda, Santos FC, FC Bravos do Maquis e Benfica de Luanda.
“Este jogo vai ser de tudo ou nada, como aconteceu nos últimos quatro desafios, em que vencemos todos. Aliás, quando assumi o comando técnico da equipa, disse que todos os jogos seriam de tudo ou nada, o que está a acontecer”, disse, acrescentando que o FC Cabinda vai trabalhar durante a semana com todo o afinco para que, no próximo domingo, consigam cumprir o objectivo traçado.
“Nesta fase, não vamos forçar os atletas, aliás, eles querem férias, por isso, manter a forma desportiva dos mesmos é o nosso objectivo para que tudo corra na normalidade. Agora, não vamos morrer na praia, mas precisamos que os jogadores estejam fisicamente bem até ao final da competição”, precisou.
Apelou, no entanto, a toda a população da província de Cabinda para estar em massa no próximo domingo, no Estádio Nacional do Chiazi, para apoiar o FC local no último jogo do campeonato.
“Quero dizer que os nossos apelos foram sempre retribuídos pelos nossos adeptos e pela população, mas desta vez, o nosso apelo vai ser maior, porque este jogo é importante e toda a gente deve estar no estádio do Chiazi para nos ajudar. Pedimos que encham o estádio para todos vibrarem com o FC  Cabinda”, concluiu.
Joaquim Suami, em Cabinda