Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares mantm tradio em Benguela

JLIO GAIANO, em Benguela - 21 de Maio, 2018

Campeo nacional somou mais trs pontos na luta pelo primeiro lugar do campeonato

Fotografia: PAULO MULAZA| EDIES NOVEMBRO

O Estrela 1º de Maio de Benguela e o 1º de Agosto foram protagonistas de uma das partida mais sonolentas que o Girabola Zap pode proporcionar aos prosélitos do desporto-rei. Ontem, no Estádio Nacional de Ombaka, foi triste e, mais do que isto, assistiu-se a um jogo em que faltou de tudo um pouco, por isso, valeu o golo militar rubricado por Bobó, aos 36 minutos, ante a aflição dos proletários.
Com um estádio despido de público apoiante, assistiu-se a uma partida coroada a um ritmo de treino. Por mais que os jogadores se esforçavam, acabavam por cair numa rotina de sonolência. Nalgumas situações denotavam-se a uma apatia que acinzentava ainda mais a alegria do futebol pretendido da acção dos contendores que, diga-se de passagem, pareciam desmotivados e desanimados com o cenário que se viveu nas bancadas: estiveram às moscas!
Foi neste ambiente de actuação que os agostinos se evidenciaram para, num lance fortuito protagonizado por Mongo, Bobó cabeceou de forma triunfal para o fundo das malhas (mal) guarnecida por Moreira. Foi um golo de antologia e que arrancou aplausos de algumas pessoas que estiveram destacados, em serviço, no estádio (jornalistas, dirigentes e agentes da Policia Nacional). Os proletários, ainda tentaram protestar, mas de nada valeu.
O árbitro Paulo Sérgio Moreira, atento, validou o golo. Estava feito o tento da vitória. Depois desse golo nada mais de realce se registou. As duas equipas remeteram-se a monotonia. Não queriam arriscar. Quando o faziam, era apenas para o inglês ver. Até mesmo as substituições operadas pelos técnicos de nada valeram para se inverter o quadro pintado de cinzento-escuro.
Quer o 1º de Maio de Benguela, quer o 1º de Maio de Benguela pareciam envergonhados e aborrecidos. Faltou a alma e brio. O golo de Bobó no minuto 36, fez a diferença. O central de marcação do 1º de Agosto foi dos 22 jogadores em campo que mais se evidenciou. Para além marcar, esteve seguro na defesa. Anulou por completo a acção ofensiva proletária. O congolês democrático se revelou forte a defender e assertivo na ofensiva. Aliás, não foi por acaso que marcou o golo da vitória da sua equipa.
 
ARBITRAGEM

 A actuação da equipa de arbitragem liderada pelo juiz Paulo Sérgio Moreira foi impecável. Não teve muito trabalho. Tomou conta do jogo desde o princípio ao fim. Protagonizou um trabalho isento de erros, pois soube tirar partido da apatia do jogo para não vacilar. Aliás, passou despercebido ao longo do desafio. Por isso, mereceu da nossa parte distinção positiva. Boa arbitragem.