Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares mostram fragilidade na defesa

Jorge Neto - 26 de Setembro, 2017

Equipa prepara forte muralha defensiva

Fotografia: Jornal dos Desportos

Pela primeira vez, nesta época, a equipa do 1º de Agosto consentiu três golos num jogo, que aconteceu na Taça de Angola, o facto contraria a estatística de melhor defesa do Girabola Zap, em que foi à busca da bola no fundo da baliza, em dez ocasiões, disputadas 25 jornadas. A Académica do Lobito rompeu o bem montado cordão de segurança dos militares, que  sofreram no máximo dois golos, em todas as competições em que participaram no decorrer deste ano.

A derrota, por 1-3, foi o resultado mais surpreendente dos oitavos-de-finail da segunda maior competição futebolística nacional, a julgar pelo nível e o estatuto das duas equipas, nas competições nacionais. A ausência, por lesão do capitão de equipa, o defesa -central Dany Massunguna, pode ter influenciado de forma negativa para o desfecho da partida da primeira mão da eliminatória, aliada à adaptação naquela posição do médio -trinco Macaia.

Este ano, os militares estiveram envolvidos na Supertaça, nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos, e disputam o Girabola Zap e a Taça de Angola. Nas três competições, não sofreram o mesmo número de golos, num só jogo. Os estudantes, num ápice, vulgarizaram os militares diante do seu público, puseram a equipa técnica rubro - negra sem soluções, para contrariar a disposição contrária.

ESTÁDIO DO BURACO
Rubro-negros quase
alérgicos a eliminatórias


O desafio de resposta, amanhã no Estádio do Buraco, coloca os agostinos numa posição semelhante à eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, quando perderam fora de casa, na primeira mão, diante do Kampala City do Uganda, por 1-0. Apesar da vitória em Luanda, por 2-1, os pupilos de Dragan Jovic foram eliminados. O cenário actual, frente à Académica do Lobito, lembra a condição desvantajosa que os militares tinham diante dos ugandenses, e pode ser um sinal, de que a equipa do 1º de Agosto não lida muito bem com eliminatórias.

Por outro lado, os estudantes têm uma defesa frágil, no Girabola Zap, a segunda mais batida (44 golos sofridos), atrás do JGM do Huambo (48), situação que os agostinos podem tirar proveito, caso estejam com a pontaria afinada. Caso seja eliminado da Taça de Angola, conquistaram o troféu pela última vez em 2009, com o técnico Jorge Humberto Chaves, os rubro - negros têm de apostar tudo no campeonato nacional, em que  à entrada da 26ª jornada ocupam a segunda posição com 55 pontos, menos um ponto, em relação ao líder Petro de Luanda.Dado que é uma competição que dá direito a uma das duas vagas que o país tem direito, em 2018 nas Afrotaças, os militares estão determinados em dar o máximo, para garantir a continuidade e evitar cair cedo demais nesta prova, tal como parece ser regra nos últimos anos.