Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares na vanguarda

Paulo Caculo - 23 de Setembro, 2019

Fotografia: Clube 1 de Agosto | DR

Nem o reforço de apoio de uma considerável falange de adeptos afectos ao Petro de Luanda, evitou que o Santa Rita de Cássia sofresse,  ontem, uma pesada derrota (1-4), em casa, no desafio com o 1.º de Agosto. Bua, aos 5m, Kila, aos 68m, Lionel, aos 78m e Zito Luvumbo, aos 88m deram corpo à goleada, que chegou a inspirar cuidados na etapa inicial.
A verdade é que os católicos entraram a dormir no jogo e quando despertaram, perdiam por 0-1, na sequência de um golaço de Bua, numa perfeita execução na direita, num remate cruzado e colocado, longe do alcance do 'keeper' Toy. Estavam decorridos cinco minutos...
O golo ajudou a despertar para o jogo a equipa da Santa Rita, que foi atrás do prejuízo. Sem o seu habitual treinador no banco, por alegada ingerência da direcção no seu trabalho, o conjunto do Uíge até deu sinais de capacidade de reacção às adversidades, o golo de Vidinho, aos 38m foi apenas sol de pouca dura.
Recolhidos ao intervalo, com uma igualdade a uma bola, os adeptos da equipa caseira chegaram a sonhar com resultado histórico à seu favor, no Estádio 4 de Janeiro. Debalde! O facto é que o meio -campo da equipa da casa deu  espaços a Ary Papel, que usou e abusou do seu jogo individual para estragos.Foi numa jogada individual e de belo efeito de Ary Papel, que aos 68m, o 1.º de Agosto voltou a colocar-se em vantagem, na sequência do golo de Kila, que só teve de empurrar a bola para as redes de Toy, depois de o seu colega ter feito toda a “papinha”. Um golo entregue, diga-se, de bandeja.
A vencer e a mandar no jogo, embora os católicos tivessem gozado de uma ou mais situações de perigo, acabou sendo com alguma naturalidade que surgiram os restantes golos e sempre com o camisola 30 dos militares no centro das jogadas.
O remate de Nelson da Luz, aos 78m foi um meio -golo por que precisou de Leonel, na recarrega, após uma defesa incompleta do guarda-redes contrário, que  diga-se em amor à verdade, teve uma tarde de intenso trabalho. E, quando se pensava que a história da vitória militar estava concluída, surgiu Zito Luvumbo ao cair do pano, para o quarto golo e fecho  do “caixão”, num rasgo individual.

Declarações
João Paulo Santa 

“Vamos tentar melhorar”

“Foi um bom jogo. Começamos a perder muito cedo, logo aos cinco minutos, mas fomos capazes de empatar e chegar ao intervalo, com um empate a um golo. Procuramos lutar, na segunda parte, sofremos o golo, tentamos ir atrás do empate, novamente, mas sofremos mais golos. Vamos  melhorar e evitar sofrer mais derrotas. Corrigir o que está mal e temos de ver, realmente, onde é que a gente está a falhar”.

IVO TRAÇA  1º DE AGOSTO
“Uma vitória difícil”

“Mais uma vitória difícil, muito embora, os números fossem expressivos. Começamos a ganhar, a equipa do Uíge empatou. No segundo tempo conseguimos fazer o 2-1, e controlar o jogo até ao fim. Vamos dar os parabéns aos meus jogadores, descansar e começar a pensar  no jogo das Afrotaças”.

ARBITRAGEM
Trabalho aceitável

O trio de arbitragem liderado por Rafael Miguel Dala, passou despercebido em campo e não teve influência no resultado. Com autoridade e pronta intervenção nos lances, o árbitro esteve bem a todos os níveis e contou com a colaboração dos atletas pela forma disciplinada como se comportaram em campo.