Jornal dos Desportos

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Girabola

Militares negam perseguio

Betumeleano Ferro - 29 de Abril, 2015

Carlos Alves nega perseguio a rbitros

Fotografia: Jornal dos Desportos

A arbitragem nacional, não está sob fogo cruzado do 1º de Agosto, assegurou Carlos Alves. O porta-voz garantiu, que todos os árbitros são bem-vindos nos jogos da sua equipa, desde que se preocupem em fazer cumprir as regras do jogo.
“Não temos nada contra ninguém, apenas não queremos que se erre sempre para o mesmo lado, esta é a única questão que às vezes faz com que nos manifestemos”, esclareceu.

Os militares pressentem, que as reacções enérgicas que têm tomado, estão a gerar um mal-estar, que Carlos Alves não consegue perceber.
“Nós não podemos ter nada contra um determinado árbitro, nunca usamos esse ou aquele árbitro como bode expiatório das nossas derrotas, mas sempre que existir uma situação grave, nós iremos falar porque fomos lesados”, afirmou.

O 1º de Agosto escreveu várias cartas à FAF a protestar de certas arbitragens, mas deixou de escrever outras tantas cartas, revelou Carlos Alves.
“Há jornadas em que somos prejudicados e não nos manifestamos. Há pouco tempo empatámos com o Libolo, mas era um jogo para ganhar se o árbitro assinalasse um penálti a nosso favor, consideramos um erro normal como tantos outros que aconteceram, sem que houvesse qualquer tipo de reacção de nossa parte”, garantiu.

A maneira como os militares igualaram o jogo com o Petro, não os pode colocar em posição desfavorável, afirmou o porta-voz. “As pessoas vão comentar o lance que originou o penálti, nós temos a nossa opinião do que aconteceu, mas não nos consideramos beneficiados com o trabalho de Romualdo Baltazar”, sublinhou.
O 1º de Agosto costuma utilizar várias câmaras de filmagens em todos os seus jogos, o objectivo principal não é fiscalizar o trabalho dos árbitros. “O mais importante para nós é descobrir onde é que nós erramos, o nosso clube tem a  própria maneira de estar, nós damos muita importância aos nossos falhanços, por isso, gostamos de rever os nossos erros”, afirmou.

O porta-voz reconhece que as bocas do 1º de Agosto nem sempre agradam a todos os ouvidos. Ainda assim,  mostrou-se satisfeito por ver que os visados preferem calar a ter de contestar as versões da sua equipa.

“Nós quando perdemos não procuramos culpados, se falhamos golos como aconteceu em vários momentos, sobretudo nos jogos com o Libolo e o Petro, lamentamos pelos nossos falhanços”, rematou.

Militares lamentam falhas no clássico

O empate no clássico, ainda faz mossa ao 1º de Agosto, dias depois do duelo com Petro de Luanda, assegurou ao Jornal dos Desportos, o porta-voz da direcção para o futebol Carlos Alves.

“A ansiedade acabou por prejudicar-nos muito, tivemos tudo ao nosso alcance para ganhar, mas falhamos muito. Esse foi o nosso grande erro”, lamentou.
A exibição da equipa rubro-negra esteve abaixo do normal, mas mesmo assim Carlos Alves diz que a equipa conseguiu criar boas chances para marcar no principal clássico nacional.

“Não estivemos em nível tão alto, mas tivemos a capacidade de criar suficientes oportunidades de golo para vencer. Se soubéssemos aproveitar a esta hora a conversa seria outra”, sublinhou.

Os militares tiveram alguma dificuldade de gerir as emoções, sobretudo depois do Petro estar em vantagem, admitiu Carlos Alves. A equipa teve de ir atrás do resultado, mas nem sempre escolheu os melhores métodos para marcar.

“Faltou-nos um pouco mais de frieza, torna-se mais difícil marcar quando se está sob pressão, infelizmente, foi isso o que nos aconteceu”, afirmou.
Antes do clássico muitos apostavam numa vitória tranquila do 1º de Agosto, em parte por causa da intermitência de resultados do Petro de Luanda. O porta-voz reconheceu que houve alguma euforia, por parte dos adeptos, mas  nunca chegou ao balneário da equipa.

“Nós sempre respeitamos todos os adversários da mesma maneira, nunca entramos em campo à espera de facilidade, nenhum jogador da nossa equipa iria para o campo à espera de facilidades num jogo com o maior rival”, argumentou.

O desempenho competitivo do Petro de Luanda, no clássico, em nada surpreendeu  Carlos Alves. O nosso interlocutor nunca escondeu a antipatia pelos tricolores, mas ele gosta de separar as águas. “Num jogo entre dois grandes rivais o resultado é sempre imprevisível, sempre foi assim, o adversário fez o que lhe competia”, afirmou.

A igualdade com os tricolores fez os militares perder dois pontos. Sábado, o 1º de Agosto vai ao 22 de Junho, casa do Interclube, tentar reajustar o passo para voltar a acelerar na corrida pelo título nacional.  “Vamos jogar num estádio em que geralmente fazemos bons resultados, o nosso objectivo é ganhar, mas vamos com cautelas porque o adversário tem uma boa equipa, liderou durante várias jornadas o campeonato”, concluiu.
BF